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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Braga - Termas romanas do Alto da Cividade

Faz este mês um ano que, em passagem por Braga, visitei as termas romanas do Alto da Cividade (Monte de Maximinos) onde, em 1977, escavações efectuadas puseram a descoberto as ruínas de umas termas públicas junto ao fórum da antiga cidade romana de Bracara Augusta.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850m². No entanto, estas termas eram maiores como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina, localizados a sul, separados do restante corpo do edifício por um corredor estreito. De acordo com o espólio encontrado, foram construídas nos finais do séc. I (período Flaviano), restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Em finais do século IV e início do século seguinte, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.
Junto às termas, quando se procedia a escavações, deu-se a descoberta acidental (1999) de estruturas que revelaram a existência de um teatro, cujo estado de conservação acabou por superar todas as expectativas. A área que entretanto foi possível escavar, com cerca de 80 metros de diâmetro, e o número elevado de elementos arquitectónicos e decorativos encontrados, permitiram identificar as diferentes partes orgânicas do teatro. E chamo à atenção que este é o segundo teatro romano a ser escavado no país mas o único teatro romano a céu aberto de Portugal e do Noroeste Peninsular.
Deixo-vos com algumas imagens das termas.









Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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domingo, 26 de setembro de 2010

Évora - Museu de Évora

Ao passarem pela cidade de Évora não dispensem uma visita ao Museu daquela cidade, o Museu de Évora, detentor de inúmeras peças de excelente qualidade, instalado no edifício do antigo Paço Episcopal desde 1926. Fui lá atraído pela exposição "Rostos de Roma", e ainda bem que lá fui pois, não obstante a boa qualidade dessa exposição, a permanente do museu é fabulosa. No piso térreo destacam-se as peças de escultura e arqueologia, em especial a fúnebre e religiosa. Subindo ao primeiro piso, entramos numa série de espaços reservados à pintura, onde destaco as várias peças oriundas dos sécs. XV a XVIII, de pintores como Gregório Lopes, André Gonçalves, Domingos António de Sequeira, Marcello Leopardi, Martin de Vos, Álvaro Pires de Évora, Josefa de Óbidos, entre outros. Com grande destaque é apresentado o excelente retábulo flamenco proveniente da Catedral de Évora, constituído por 13 painéis, acrescidos de mais 6 oriundos do mesmo espaço. O museu pode ser visitado de quarta-feira a domingo, entre as 10:00 e as 18:00, e tem um custo de entrada de 4€. Aos domingos e feriados até às 14h as entradas são gratuitas. Aproveitem.


Tomada de vista do piso térreo
Túmulo


Cenotáfio do Bispo D. Afonso de Portugal
(Mármore - Nicolau de Chanterene - Séc. XVI)
Cristo
(Terracota - Séc. XVI)


Bernardim Ribeiro
(Mármore - António Alberto Nunes - 1891)
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(Mármore)


Tomada de vista do 1º piso
Tomada de vista do Retábulo Flamenco do Museu de Évora


Santo Ambrósio
(Óleo sobre Tela - Marcello Leopardi - 1794)
Santo Agostinho
(Óleo sobre Cobre - Marcello Leopardi - 1794)


A Virgem e o Menino entre S. Bartolomeu e S. Antão sob a Anunciação
(Têmpera e Ouro sobre Madeira - Álvaro Pires de Évora - c. 1410)
Adoração dos Pastores
(Óleo sobre Madeira - Gregório Lopes - 1544)


Agnus Dei
(Óleo sobre Tela - Josefa de Óbidos - c. 1660-70)
Última Ceia (detalhe)
(Óleo sobre Madeira - Martin de Vos - c. 1570)


Sagrada Família
(Óleo sobre Tela - Josefa de Óbidos - 1674)
Justiça de Salomão (detalhe)
(Óleo sobre Cobre - 1ª metade séc. XVII)


A Sagrada Família (detalhe)
(Óleo sobre Tela - André Gonçalves - c. 1750)
Comunhão de Santo Onofre (detalhe)
(Óleo sobre Tela - Domingos António de Sequeira - 1799)

Fotografia © Nuno Ferreira
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domingo, 5 de setembro de 2010

Porto - Sé Catedral

Confesso que já tardava uma visita a sério à Sé Catedral do Porto. Este fim-de-semana arrumei com a questão e ainda bem que o fiz. Que belo espaço aquele. O início da sua construção data da primeira metade do século XII, anterior mesmo à nacionalidade portuguesa, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. O edifício, em estilo românico, foi sofrendo muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central é sustentada por arcos botantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico. Uma chamada de atenção é necessária para a associação ao Gótico, até porque o estilo entra tardiamente em terras ibéricas, permanecendo até bem mais tarde do que no resto da Europa. Na época gótica construiu-se a capela funerária de João Gordo, cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis. Igualmente Gótico temos o claustro (séc XIV-XV), construído no reinado de D. João I e que viria a casar com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387. O exterior da Catedral sofre inúmeras modificações na época Barroca. Por volta de 1772 construiu-se um novo portal em substituição do românico original. As balaustradas e cúpulas das torres são igualmente barrocas. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma esplêndida galilé barroca à fachada lateral.
Avançando para o interior da igreja, à esquerda da capela-mor encontra-se um magnífico altar de prata, construído na segunda metade do século XVII. No século XVII a capela-mor original, românica (que era dotada de um deambulatório), foi substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729, é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni. O transepto sul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.
Deixo-vos com um pequeno vídeo que montei com alguns apontamentos do espaço e com as imagens da praxe.





Capela-Mor


Altar de Prata


Capela S. João Batista


Claustro


Sacristia


Sacristia


Capela de S. Vicente


Capela de S. Vicente | Jesus entre os Doutores
Capela de S. Vicente | Última Ceia


Capela de S. Vicente


Capela de S. João Evangelista


Sino do Relógio da Cidade (1697 - Manuel Ferreira Gomes)


Sala Capitular (tecto)


Sala Capitular | Maria com o Menino Jesus - séc. XVII (detalhe)
Sala Capitular | Senhora da Natividade - séc. XVII (detalhe)


Ante-Cabido | Anjo Gabriel (detalhe)
Ante-Cabido | Santo António com o Menino (detalhe)


Tesouro | Custódia
Tesouro | Custódia + Carneiro Místico


Tesouro

Fotografia & Vídeo © Nuno Ferreira
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