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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Braga - Termas romanas do Alto da Cividade

Faz este mês um ano que, em passagem por Braga, visitei as termas romanas do Alto da Cividade (Monte de Maximinos) onde, em 1977, escavações efectuadas puseram a descoberto as ruínas de umas termas públicas junto ao fórum da antiga cidade romana de Bracara Augusta.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850m². No entanto, estas termas eram maiores como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina, localizados a sul, separados do restante corpo do edifício por um corredor estreito. De acordo com o espólio encontrado, foram construídas nos finais do séc. I (período Flaviano), restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Em finais do século IV e início do século seguinte, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.
Junto às termas, quando se procedia a escavações, deu-se a descoberta acidental (1999) de estruturas que revelaram a existência de um teatro, cujo estado de conservação acabou por superar todas as expectativas. A área que entretanto foi possível escavar, com cerca de 80 metros de diâmetro, e o número elevado de elementos arquitectónicos e decorativos encontrados, permitiram identificar as diferentes partes orgânicas do teatro. E chamo à atenção que este é o segundo teatro romano a ser escavado no país mas o único teatro romano a céu aberto de Portugal e do Noroeste Peninsular.
Deixo-vos com algumas imagens das termas.









Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Por falar em fotografia...

Nos próximos dias vamos ter programa repleto de fotografia. Já amanhã, 25 de Fevereiro, temos a inauguração de duas exposições no Museu da Imagem em Braga, ponto de passagem obrigatório sempre que me desloco àquela cidade. Patente ao publico estará "Electricity" de António Júlio Duarte e "East Coasting" de Rodrigo Amado (na fotografia), exposições que ficarão até 28 de Março. No sábado, 27 de Fevereiro, estaremos à conversa com Maria do Carmo Serén no Centro Português de Fotografia sobre "Do 31 de Janeiro ao fim da Monarquia". No sábado seguinte, igualmente no CPF, inaugura a exposição "Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa". Bons motivos para sairmos de casa, pese embora a chuva e o frio que se fazem sentir lá fora.

sábado, 28 de novembro de 2009

Braga - Museu D. Diogo de Sousa

Na minha recente ida a Braga, aproveitei para visitar pela primeira vez o Museu D. Diogo de Sousa, um museu de arqueologia aberto ao publico há cerca de dois anos. O espaço é interessante e reúne uma série de artefactos dignos de ver. Ao chegar ao espaço fomos convidados a visitar a exposição temporária dedicada aos 20 anos da queda do muro de Berlim. Após essa visita seguiu-se a visualização de um pequeno vídeo sobre o museu, visualização essa feita num auditório de tamanho considerável e que deixa antever um potencial enorme para a realização de inúmeras actividades. A visita prossegue passando por um grande corredor com um friso dedicado a D. Diogo de Sousa e ao museu terminando na entrada para a primeira sala da exposição permanente que abarca o período compreendido entre o Paleolítico e a Idade do Ferro. As peças aqui reunidas provêm da região minhota. As três salas seguintes reúnem peças oriundas da área de Bracara Augusta e arredores. Na segunda sala são apresentados objectos de cerâmica, metal e vidro enquanto testemunhos da integração da cidade no Império Romano. Descendo ao piso inferior chegamos às salas 3 e 4. Na terceira sala encontramos informação relativa à metodologia de escavação e estudo de projecto de arqueologia urbana e as colecções associadas ao espaço doméstico. Na quarta sala podemos ver um bom conjunto de miliários provenientes das vias e alguns túmulos e outros espólios das necrópoles circundantes. Continuando o percurso, percorrendo um segundo corredor, agora em sentido contrário ao primeiro, chegamos à zona da loja do museu que apresenta até ao fim do ano uma feira do livro com descontos entre os 20 e os 80%. Vale bem a pena voltar lá em Dezembro para algumas prendas de Natal (e para aumentar a biblioteca pessoal). Num espaço exterior temos acesso à cave de um dos edifícios deste espaço, onde se encontra vestígios de uma habitação romana, "in situ", com o piso em mosaico. No mesmo espaço esta actualmente patente uma exposição de pintura de Pintomeira que termina a 29 de Novembro. Como sempre, deixo-vos com algumas imagens.











Fotografia © Nuno Ferreira
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Novas da Negra Sombra

Está patente ao público no Museu Nogueira da Silva, em Braga, a exposição "Novas da Negra Sombra" e pode ser visitada até ao dia 30 de Dezembro. Esta exposição apresenta o trabalho de 8 novos artistas, recém graduados pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra - Universidade de Vigo. Escreve Xosé M. Buxán Bran na brochura que acompanha a exposição que o conjunto de obras apresentadas aspiram a dar a conhecer aos visitantes criações inéditas e recentes das novas gerações da arte galega. Vai mais adiante ao referir que este "rito de passagem internacional", ao passar por Braga projecta sobre a velha cidade episcopal uma inusitada sombra de empenho juvenil, ilusão e esperanças no futuro. Ora bem, por um lado aprecio o espírito confiante posto sobre o projecto, sobre a mostra em questão. Deixa-me também ainda mais curioso sobre a Feira de Arte de Vigo que se avizinha. Contudo, por outro lado lamento a referência à velha cidade episcopal como se Braga necessitasse de uma lufada de ar fresco vinda da Galiza. Tenho ido a Braga com alguma frequência e parece-me uma cidade bem estruturada, com bastante oferta cultural, dinâmica, jovem como não podia deixar de ser com a Universidade do Minho a impor-se como instituição de referência, já não só a nível local, como nacional e até Ibérico. Seja como for, se estiverem por Braga visitem a exposição.

(imagem superior)
PILAS, Fugitivos e Ingénuos, 2006. (detalhe)
Técnica mista sobre madeira recortada



FABIÁN PIÑERO, Ali-N, 2009.
Marcador, acrílico e ceras sobre cartão e cartolina

Mª COVADONGA BARREIRO, Construção de si mesmo (Impossíveis I, II, III e IV), 2007. (detalhe)
Fotografia sobre alumínio.