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domingo, 11 de setembro de 2011

Bienal de Cerveira 2011 - Convento SanPayo

A paragem seguinte na visita à Bienal de Cerveira foi o Convento SanPayo. Repousando no meio do monte sobranceiro a Cerveira, entre a paz e o silêncio que nos envolve, encontramos uma das exposições que compõem esta edição da Bienal. Esta "Poesia do Espaço" revela-nos uma faceta de José Rodrigues menos conhecida do público em geral. O mestre que fez parte do grupo "Os quatro vintes" e que criou as Fundações "Convento SanPayo" e "Fábrica Social", foi responsável pela criação de algumas das cenografias mais interessantes para espectáculos de grupos como a Seiva Trupe e o Teatro Experimental do Porto, entre outros. Nas palavras do actor Jorge Pinto, “O espaço cénico é um lugar de transformação das ideias. Assim o quis para si o Zé Rodrigues, na sua poética inspiração. Um contributo extraordinário.”
Deixo-vos com algumas imagens e com uma pequena peça jornalística da SIC.







Ver Bienal de Cerveira 2011 - Castelo de Cerveira AQUI
Ver Bienal de Cerveira 2011 - Fórum AQUI

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vila Real - Sé Catedral

A paragem seguinte da nossa visita a Vila Real foi a Sé Catedral daquela cidade, situada em pleno centro histórico, num dos lados da Avenida Carvalho de Araújo. A Sé Catedral não é mais nem menos do que a igreja do antigo Convento de São Domingos que viu-se elevada àquele estatuto aquando da criação da diocese de Vila Real, em 1922, por indicação de SS. o Papa Pio XI.
Voltando às origens, a primeira pedra da igreja terá sido lançada a 8 de Maio de 1424 na presença do Frei Vasco de Guimarães. A igreja construída em granito de origem local, é de estilo gótico, ainda que conserve um notório cunho românico, constituindo segundo o IPPAR o melhor exemplo de arquitectura transmontana daquele estilo. Na frente da igreja erguem-se dois contrafortes que definem as três naves. De entre os dois contrafortes avança o corpo onde se abre o portal gótico, composto com colunelos e arquivoltas lisas, encimado por duas edículas que abrigam, cada uma delas, uma pequena escultura quatrocentista provavelmente de um santo ou apóstolo. No alto da frontaria abre-se um óculo, possivelmente pensado para uma rosácea cujo espelho agora desapareceu e que actualmente se apresenta fechada por um vitral. A porta lateral norte é do mesmo tipo, embora mais modesta, enquanto que a sul é formada por um arco redondo com uma moldura de almofadadas em ponta de diamante. No exterior da igreja é ainda digno de nota as cachorradas sob as cornijas dos beirais, as molduras que marcam um segundo piso e duas pequenas rosáceas, a primeira na empena do arco triunfal e a segunda na empena do braço sul do transepto.
O interior segue o modelo das igrejas mendicantes da época quatrocentista. Aqui encontramos três naves, de cobertura de madeira, com igual número de tramos e transepto saliente. São delimitadas por arcadas longitudinais de arcos quebrados, de maior dimensão sobre os vãos do transepto, sustentados por pilares com colunas embebidas e arestas cortadas por chanfraduras côncavas. A iluminação realiza-se com um clerestório e frestas de pequena dimensão nas paredes das naves laterais.
A igreja sofreu algumas alterações no decorrer do século XVIII, em especial ao nível da cabeceira, passando então a sacristia e a capela-mor a ostentarem uma ornamentação exterior de estilo rocaille, igualmente patente na nova torre que foi adossada ao seu flanco sul. A capela-mor é de formato rectangular e é coberta por uma abóbada de berço rebocada, com três tramos definidos por arcos torais.
Espalhados pelas paredes interiores encontramos diversos arcossólios góticos, dos quais se destaca o que contém o túmulo de Diogo Afonso e de sua mulher Branca Dias, e que apresenta um arco quebrado de espelho trilobado e arca assente em leões de pedra.
Na igreja podemos ainda encontrar um conjunto de capitéis decorados com motivos antropomórficos e fitomórficos, onde se figuram personagens de perfil rodeadas por folhagem e que constituem uma representação das classes sociais e das actividades da época.
Em 1834 o edifício conventual é transformado em quartel militar, após a expulsão dos frades daquele espaço, o qual viria a ser devorado por um incêndio de mão criminosa a 21 de Novembro de 1837. O incêndio foi responsável pela destruição da maior parte da ornamentação interior do templo.
A igreja foi classificada como monumento nacional por decreto, datado de 19 de Fevereiro de 1926, tendo sido restaurada no início dos anos 40 do século XX nesse âmbito. Durante esta intervenção, parte do cadeiral de pau-preto da capela-mor foi removido, conservando-se no entanto alguns elementos, intervenção que procedeu igualmente à substituição do retábulo de talha por um outro de pendor mais clássico, adequado a uma pretensa austeridade que se quis recuperar.
Recentemente, já no século XXI, o pintor transmontano João Vieira, a convite do IPPAR realiza para o edifício uma série de vitrais que agora ali se apresentam, inspirados no evangelho segundo S. João.







Fotografia © Nuno Ferreira
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domingo, 5 de julho de 2009

Convento Sanpayo

Ontem o Clube UNESCO Espaço T fez uma visita a Vila Nova de Cerveira, onde se incluiu uma passagem pelo Convento Sanpayo. Após uma subida de vários quilómetros desde o centro de Cerveira chegamos àquele espaço, onde o silêncio predomina e o Homem se sente pequeno. Este convento, fundado em 1392, foi recuperado pelo Mestre José Rodrigues e serve de casa à Associação Cultural Convento S. Paio. Aqui José Rodrigues criou a sua casa, o seu espaço de trabalho e reflexão. Os espaços exteriores, bem cuidados, estão preenchidos por obras do Mestre. Lá pude rever a Anja, velha amiga do Porto e que infelizmente nos deixou, raptada e violada por seres menores. Mas afinal ainda vive naquele local de clausura, a salvo dos homens maus. Ao seu lado outras amigas lhe fazem companhia, silenciosas e observadoras. No espaço interior, as várias áreas são agora aproveitadas para outras funções. A capela, de particular arquitectura já que a nave e a abside apresentam tamanhos idênticos, serve agora a um outro tipo de reflexão e elevação. As peças religiosas e iconográficas presentes surpreendem de algum modo. O coro alto recebe as vozes das imagens do fotógrafo Júlio de Matos. No piso superior do convento são apresentados dois espaços de exposição com obras de José Rodrigues: um exclusivo de trabalhos em cerâmica e um outro onde predomina a pintura. Regressando ao piso térreo, somos encaminhados a uma sala, onde várias peças orientais reunidas pelo Mestre, são apresentadas. De novo, surpreende tal conjunto. Um belo espaço de reflexão e de inspiração por certo. Vale bem a pena a visita. Recomendo vivamente. Deixo-vos algumas imagens recolhidas durante a visita.


Fotografia © Nuno Ferreira
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