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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Guimarães 2012: Selected Works 2005-2011

É como um voltar a casa deste fotógrafo nascido em Guimarães, em 1974. Os trabalhos aqui apresentados por Carlos Lobo, têm inicio no mesmo ano em que conclui o Mestrado em Imagem e Comunicação pela Goldsmiths University, em Londres. Ainda que o título desta exposição sugira uma retrospectiva, não é bem isso de que se trata. Será mais um olhar do artista sobre o seu próprio trabalho, sendo o ponto comum a ideia de paisagem. Apresentam-se trabalhos como os da série "Interior", da série "Imaginary film sets" e da série "Still There" para além de imagens mais recentes, realizadas em 2011 no Japão. A visitar.







Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
Permission granted to reproduce for personal and educational use only. Commercial copying, hiring, lending is prohibited.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Guimarães 2012: A Cidade da Muralha

Numa primeira abordagem a Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, visitei a exposição "A Cidade da Muralha", integrada no projecto "Reimaginar Guimarães" que podem consultar em www.reimaginar.org. Esta exposição estará patente ao publico até ao dia 29 de Janeiro, no espaço que acolhe o Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, situado na zona da Caldeiroa, a 3 minutos do centro histórico de Guimarães. Nesta exposição é apresentada uma selecção de fotografias provenientes da Colecção de Fotografia da Muralha, sendo a primeira apresentação do trabalho de arquivo que tem vindo a ser desenvovido com base nessa Colecção. A selecção mostra a cidade entre finais do século XIX até meados do século XX, propondo uma leitura relacional e narrativa das imagens.









Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeiras Luzes



Deus disse: Haja luz. E houve luz. E Deus viu que a Luz era boa. E fez a separação entre luz e trevas.

Desde os primórdios do tempo que o Homem procura na luz a segurança, um consolo que preencha o vazio, uma resposta a uma pergunta por vezes não pronunciada. A primeira centelha de luz terá sido produzida no início de tudo, no meio do caos, num Universo que começava a compor-se e a organizar-se, como se a luz estivesse ali para dar-lhe um sentido, um caminho a percorrer. E com a luz, as cores, numa explosão de luz branca que aos poucos se estilhaça num infinito de matizes, num infinito condizente com o espaço e o tempo. Tempo que, num plano perfeito, dirige-se a nós, dando sentido a tudo o que existiu anteriormente. Nós. Eu. Você. Aquilo que valida tudo o que nos antecede. Tudo se organizou para chegar até aqui. A um determinado momento.

Ainda como formas de vida intra-uterinas começamos a percepcionar luz e cor. Predomina os vermelhos, quentes, apropriados ao útero, também ele quente, protector. Ao nascer, tal como no início de tudo, uma explosão de luz, fria, avassaladora, dá lugar, pouco a pouco, a uma imensidão de cores, sombras, imagens indefinidas, num êxtase sensorial que há-de começar a fazer sentido.

A fotografia nem sempre respeita uma ordem para que faça sentido. Mas se há algo incontornável na fotografia é a luz. Sem ela a fotografia não existe. Seria possível olharmos para uma fotografia que não tivesse no mínimo um ponto, ainda que ínfimo, de luz? Não seria isso a negação da própria fotografia?

O que se procura aqui não é a captura de imagens definidas ou perfeitas mas antes o ganhar consciência sobre a matéria comum à prática fotográfica. Como uma criança que começa a descobrir o que a rodeia. Aqui a ausência de formas e referências permite-nos centrar naquilo que era pretendido. Permite-nos olhar para uma cor e para a forma como esta se relaciona com uma outra, e outra ainda, como se mistura e se transforma. Vivemos tão rodeados de cor que já não a sentimos como tal. Um carro vermelho, um prédio amarelo, um casaco azul… são apenas adjectivos que se ligam a coisas. Mas um carro não deixa de ser um carro independentemente de ser vermelho ou amarelo ou azul. Mas o vermelho é vermelho, o amarelo é amarelo e o azul é azul independentemente se o são de facto. Aquilo que é vermelho para mim poderá não o ser para outro. E é também por isso é que a fotografia nunca deixa de ser algo pessoal, e a forma como escrevemos essa fotografia tão única como um texto manuscrito, com corações a fazer de pontinhos nos “is” ou qualquer outra marca que torna a nossa caligrafia diferente das outras.

“Primeiras Luzes” é o produto de um trabalho de pesquisa e experimentação, onde a luz e a cor são matéria-prima.

Nuno Ferreira, 2010.


Nota Biográfica
Nuno Ferreira nasceu no Porto em 1975. Na área da fotografia tem desenvolvido e colaborado em diversos projectos dos quais se destaca a participação em exposições colectivas (NFN, 2002-2005), publicações e colaboração em edições (Linguagem da Luz, 2001; Revista Águas Furtadas; Revista Espaço Con(tacto)), coordenação de exposições (KID5, 2001; Portugal Contemporâneo, 2002), edição fotográfica (Jornal Universitário do Porto, 2003-2004), reportagens fotográficas (Festival de Trebilhadouro, 2005, 2007 e 2009), entre outros. Tem vindo ainda a ministrar formação em fotografia na instituição Espaço T.


Na Internet:
Fundação da Juventude (27/01/2011)
Guia da Baixa do Porto (30/01/2011)
pportodosmuseus (31/01/2011)
Cultura Online (01/02/2011)
Artist Level (01/02/2011)
Escape by Expresso (02/02/2011)
Viajar Clix (04/02/2011)
Sapo Cultura (08/02/2011)
Camera Clube (12/02/2011)
Portugal Travel and Hotels Guide (12/02/2011)

sábado, 6 de novembro de 2010

Primeiras Luzes




Inauguração: 02/12/2010 - 18:00
Exposição: 03/12/2010 a 31/12/2010 - 10:00/13:00 e 14:00/18:00
Galeria Itinerante
Espaço T
Rua Infante D. Henrique, 246/248
Trofa, Portugal



Inauguração: 03/02/2011 - 21:00
Exposição: 04/02/2011 a 23/02/2011 (2ª a 6ª) - 10:00/19:00
Palácio das Artes - Fábrica de Talentos
Fundação da Juventude
Largo de S. Domingos, 16/22
Porto, Portugal



Deus disse: Haja luz. E houve luz. E Deus viu que a Luz era boa. E fez a separação entre luz e trevas.

Desde os primórdios do tempo que o Homem procura na luz a segurança, um consolo que preencha o vazio, uma resposta a uma pergunta por vezes não pronunciada. A primeira centelha de luz terá sido produzida no início de tudo, no meio do caos, num Universo que começava a compor-se e a organizar-se, como se a luz estivesse ali para dar-lhe um sentido, um caminho a percorrer. E com a luz, as cores, numa explosão de luz branca que aos poucos se estilhaça num infinito de matizes, num infinito condizente com o espaço e o tempo. Tempo que, num plano perfeito, dirige-se a nós, dando sentido a tudo o que existiu anteriormente. Nós. Eu. Você. Aquilo que valida tudo o que nos antecede. Tudo se organizou para chegar até aqui. A um determinado momento.

Ainda como formas de vida intra-uterinas começamos a percepcionar luz e cor. Predomina os vermelhos, quentes, apropriados ao útero, também ele quente, protector. Ao nascer, tal como no início de tudo, uma explosão de luz, fria, avassaladora, dá lugar, pouco a pouco, a uma imensidão de cores, sombras, imagens indefinidas, num êxtase sensorial que há-de começar a fazer sentido.

A fotografia nem sempre respeita uma ordem para que faça sentido. Mas se há algo incontornável na fotografia é a luz. Sem ela a fotografia não existe. Seria possível olharmos para uma fotografia que não tivesse no mínimo um ponto, ainda que ínfimo, de luz? Não seria isso a negação da própria fotografia?

O que se procura aqui não é a captura de imagens definidas ou perfeitas mas antes o ganhar consciência sobre a matéria comum à prática fotográfica. Como uma criança que começa a descobrir o que a rodeia. Aqui a ausência de formas e referências permite-nos centrar naquilo que era pretendido. Permite-nos olhar para uma cor e para a forma como esta se relaciona com uma outra, e outra ainda, como se mistura e se transforma. Vivemos tão rodeados de cor que já não a sentimos como tal. Um carro vermelho, um prédio amarelo, um casaco azul… são apenas adjectivos que se ligam a coisas. Mas um carro não deixa de ser um carro independentemente de ser vermelho ou amarelo ou azul. Mas o vermelho é vermelho, o amarelo é amarelo e o azul é azul independentemente se o são de facto. Aquilo que é vermelho para mim poderá não o ser para outro. E é também por isso é que a fotografia nunca deixa de ser algo pessoal, e a forma como escrevemos essa fotografia tão única como um texto manuscrito, com corações a fazer de pontinhos nos “is” ou qualquer outra marca que torna a nossa caligrafia diferente das outras.

“Primeiras Luzes” é o produto de um trabalho de pesquisa e experimentação, onde a luz e a cor são matéria-prima.

Nuno Ferreira, 2010.


Nota Biográfica
Nuno Ferreira nasceu no Porto em 1975. Na área da fotografia tem desenvolvido e colaborado em diversos projectos dos quais se destaca a participação em exposições colectivas (NFN, 2002-2005), publicações e colaboração em edições (Linguagem da Luz, 2001; Revista Águas Furtadas; Revista Espaço Con(tacto)), coordenação de exposições (KID5, 2001; Portugal Contemporâneo, 2002), edição fotográfica (Jornal Universitário do Porto, 2003-2004), reportagens fotográficas (Festival de Trebilhadouro, 2005, 2007 e 2009), entre outros. Tem vindo ainda a ministrar formação em fotografia na instituição Espaço T.

sábado, 11 de setembro de 2010

Girls & Boys and their Toys

Como já tinha publicado aqui, estou a trabalhar num ensaio fotográfico, cuja génese foi a proposta de elaboração de uma campanha pela Igualdade de Género a publicar na Revista Espaço Con(tacto). Este número da revista será um número especial dedicado ao tema da Igualdade de Género no seguimento do projecto do Espaço T "+ Igualdade". O ensaio fotográfico não se resume à campanha sendo a minha proposta dessa mesma campanha um produto resultante de um processo criativo em curso, para o qual já realizei algumas imagens. No entanto estou à procura de mais modelos para o ensaio. As crianças deverão ter entre os 4 anos e os 10 anos, havendo alguma flexibilidade quanto a isso. Procuro meninos e meninas e o conceito é, como podem ver, fotografar as crianças com brinquedos associados por norma ao género oposto, de preferência brinquedos próprios, ou seja, brinquedos com os quais as crianças fotografadas já gostem de brincar e que não sejam apenas para a fotografia.
Podem contactar-me através deste blog, através do facebook ou por email.
Abraço a todos/as.







Fotografia © Nuno Ferreira
Toda e qualquer reprodução é proibida.
Photography © Nuno Ferreira
All reproduction, including personal use, commercial copying, hiring, lending is prohibited.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projecto Fotográfico - Crianças

Olá a todos/as.
Estou à procura de crianças, entre os 3/10 anos, meninos e meninas, para um projecto fotográfico sobre a temática da igualdade de género. Quem quiser colaborar pode entrar em contacto comigo. Esta primeira fase do projecto está directamente ligada ao Espaço T e terá como produto/imagem final uma campanha a publicar no próximo número da Revista Espaço Con(tacto), juntamente com outras 15 realizadas por outros/as tantos/as convidados/as, entre particulares e instituições. Este número especial surge no seguimento do projecto "+ Igualdade" e que tem percorrido todas as capitais de distrito do país. No âmbito desse projecto, já havia realizado um trabalho fotográfico para servir a imagem gráfica do projecto, trabalho do qual a fotografia aqui incluída faz parte.
Não hesitem em enviar mensagem para mais informações.
A sessão fotográfica terá lugar, em princípio, no dia 21 de Agosto, na sede do Espaço T, Porto.

Fotografia © Nuno Ferreira / Espaço T
Proibida toda e qualquer reprodução.
Photography © Nuno Ferreira / Espaço T
Any kind of reproduction is forbidden.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Paulo Nozolino - A renúncia

Antes de mais, quero apenas dizer uma coisa: BRAVO!!
Soube hoje que o fotografo português Paulo Nozolino, de reconhecida carreira e talento, renunciou publicamente o Prémio AICA - Associação Internacional de Críticos de Arte, que lhe foi atribuído no passado dia 29 de Junho, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa. E depois de ler o comunicado divulgado pela Quadrado Azul, a Galeria que o representa, fico ainda mais surpreso por ainda haver neste país pessoas de coragem e cujos atentados à honra lhes fazem ferver o sangue. Como adepto da fotografia, já tinha o Paulo Nozolino como uma das referências visuais. Hoje passo a tê-lo como referência de Homem. Não acrescento mais nenhuma palavra. O comunicado do "premiado" é suficiente e passo a transcrevê-lo.

"Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.
A saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado!
Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”.
Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento.
Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada.
Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.

Paulo Nozolino
1 de Julho de 2010"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Por falar em fotografia...

Nos próximos dias vamos ter programa repleto de fotografia. Já amanhã, 25 de Fevereiro, temos a inauguração de duas exposições no Museu da Imagem em Braga, ponto de passagem obrigatório sempre que me desloco àquela cidade. Patente ao publico estará "Electricity" de António Júlio Duarte e "East Coasting" de Rodrigo Amado (na fotografia), exposições que ficarão até 28 de Março. No sábado, 27 de Fevereiro, estaremos à conversa com Maria do Carmo Serén no Centro Português de Fotografia sobre "Do 31 de Janeiro ao fim da Monarquia". No sábado seguinte, igualmente no CPF, inaugura a exposição "Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa". Bons motivos para sairmos de casa, pese embora a chuva e o frio que se fazem sentir lá fora.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Paris Photo

Tenho saudades desta feira. Muitas saudades. A última vez que a visitei foi em 2003 e ainda tenho excelentes recordações dela. Uma quantidade surpreendente de galerias oriundas um pouco de todo o mundo e muita fotografia de grande qualidade. Este anos são 89 galerias e 13 editoras e Portugal estará representado pela primeira vez. Até ter visitado a Paris Photo pela primeira vez, as feiras de fotografia a que estava habituado centravam-se mais em material e equipamento do que no produto fotográfico. A Paris Photo é o oposto. É uma mostra do melhor que há por aí no campo da fotografia artística. Este ano não vou conseguir visita-la. Já há alguns anos que vou dizendo que é desta que lá volto, que vai ser este ano, que não fui no ano anterior porque tinha um familiar doente, que não fui no seguinte porque estava com o orçamento limitado, no outro porque estava em aulas... e assim por adiante. Ora bolas. Este também não vai dar. Infelizmente. A sério. Vão. Vão vocês... sem mim... malandros.

sábado, 5 de setembro de 2009

Visa pour l'Image

Até ao dia 13 de Setembro quem gosta de fotografia pode visitar o Festival Internacional de Foto-Jornalismo, Visa pour l'Image, que está patente ao publico na cidade de Perpignan desde o dia 29 de Agosto. Infelizmente não vou poder ir. Anunciado como o maior festival de foto-jornalismo do mundo, conta com exposições, projecções ao ar livre, colóquios e encontros, para além dos habituais stands de agências e marcas. Acrescido a estas boas razões, uma outra, a entrada é gratuita.
Podem encontrar mais informações aqui.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fotografia em Museus

Como prometido no último post, este será dedicado aos espaços museológicos que permitem fotografia e aos que impedem tal prática. Será um post em aberto que gostava de ver participado com informação sobre outros espaços que eu não conheça e com a indicação da posição que tais espaços tomam em relação a este assunto. Para um estudante de arte e qualquer outro interessado pelo tema, o facto de poder registar em imagem fotográfica, um pormenor interessante de uma peça que se encontra num museu é de grande importância. Para quem gosta de fotografia ainda mais. O facto de não poder fotografar, apenas porque não, é coisa que não compreendo. É algo que entra no campo do ridículo e do "porque não" que se diz às crianças. Este "porque não" é muitas vezes um "não" daqueles "não porque posso dizer que não". Se me disserem que não posso fotografar com flash, compreendo perfeitamente. Se for por razões de segurança, pelo menos expliquem isso. Agora não poder fotografar porque o edifício é um museu, e os museus são edifícios do estado e não se poder fotografar edifícios do estado é que acho ridículo. Eu nem sequer quero fotografar o edifício "do estado". Quero fotografar as obras de arte que estão lá. E o estado somos nós. Pelo menos é por isso que sou chamado a votar e a pagar impostos. Ao votar sempre posso me abster. Agora ao pagar impostos... pois sim. E se pago impostos, impostos usados na aquisição de obras, porque não as posso fotografar?
Aqui segue a lista, para já curta, dos espaços, incluindo o exemplo mais absurdo, o Centro Português de Fotografia. O NÃO significa que não se pode fotografar e o SIM significa que se pode fotografar sem flash. Acrescento a referência S/N para os casos em que permitem fotografar apenas em determinadas zonas e/ou exposições.

Portugal
Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo - SIM
Aquamuseu do Rio Minho (Cerveira) - SIM
Bienal de Cerveira - SIM
Casa de Mateus (Vila Real) - S/N
Casa dos Nichos (Viana do Castelo) - SIM
Centro Português de Fotografia (Porto) - NÃO
Convento Sanpayo (Cerveira) - SIM
Museu D. Diogo de Sousa (Braga) - SIM
Museu da Imagem (Braga) - SIM
Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto) - SIM
Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo - NÃO
Museu de Arte Nova (Aveiro) - SIM
Museu de Aveiro - SIM
Museu de Évora - SIM
Museu do Oriente (Lisboa) - SIM
Museu do Traje (Viana do Castelo) - NÃO
Museu Monográfico de Conimbriga - SIM
Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa) - SIM
Museu Nacional Soares dos Reis (Porto) - SIM
Museu Nogueira da Silva (Braga) - SIM
Oceanário de Lisboa - SIM
Ruínas da Cidade Velha de Santa Luzia (Viana do Castelo) - SIM
Sitio Arqueológico de Conimbriga - SIM

Espanha
Caixa Forum (Madrid) - NÃO
Centro Galego de Arte Contemporánea (Santiago de Compostela) - SIM
Museo Arqueológico de Murcia (Múrcia) - NÃO
Museo / Centro de Arte Raiña Sofia (Madrid) - SIM
Museo Nacional del Prado (Madrid) - NÃO
Museo Thyssen-Bornemisza (Madrid) - NÃO

França
Biennale de Lyon (Lyon) - SIM
Centre Pompidou (Paris) - SIM
Musée d'Art et d'Industrie (St-Étienne) - S/N
Musée d'Art Moderne (St-Étienne) - NÃO
Musée d'Orsay (Paris) - SIM
Musée de la Mine (St-Étienne) - SIM
Musée du Louvre (Paris) - SIM

sábado, 16 de maio de 2009

Noite & Dia dos Museus + Cadeia Aberta + Festa Na Baixa

Esta segunda quinzena do mês de Maio promete. Deixo aqui informação de três eventos a acontecer nos próximos dias, aliás, um deles a começar já hoje. Vou tentar acompanhar alguma da programação e a acontecer, colocarei aqui algum feedback se tal o justificar.
Começo por destacar o "Noite & Dia dos Museus" com uma programação interessante ao longo dos dias 16, 17 e 18. Procurem no PROGRAMA e certamente encontrarão algo que vos interesse.
Ainda dentro do espírito de celebração do Dia Internacional dos Museus, o Centro Português de Fotografia propõe no dia 18 um leque variado de actividades. De manhã, pelas 10:00, o Encontro Internacional "Territórios da Fotografia". De tarde, entre as 14:00 e as 17:00, temos disponível o Showroom de Equipamento Profissional Epson/Colorfoto, e entre as 15:00 e as 16:00 um ateliê de retoque e restauro de fotografia e leitura onírica de textos (what??... ok, talvez tenha piada). Pelas 16:00 há uma visita guiada por Nuno Miranda à exposição de vídeo e fotografia "Not from Concentrates". Para quem só pode ir à noite, o CPF propõe o espectáculo teatral "As Invasões Francesas, no Canto, na Dança e na Paródia".
Para terminar, há festa na baixa. Parece bem? Pois, o Centro Nacional de Cultura - Núcleo do Porto, apresenta o "FNB - Festa Na Baixa" entre os dias 20 e 23 de Maio. Consultem o PROGRAMA, bastante extenso por sinal. E divirtam-se!!