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sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago

Última hora: Morreu José Saramago. Foram estas as palavras no ecrã de uma televisão muda que, correndo ao longo do monitor, informavam quem ali estava da notícia da morte do escritor. E não queria deitar-me sem escrever aqui algumas palavras de pesar. Saramago entrou na minha vida alguns anos após a entrada na vida de muitos portugueses aquando do infeliz incidente "Sousa Lara". Infelicidades à parte, lembro-me de ter arriscado ler "O Memorial do Convento" alguns anos depois, teria eu uns 18 anos, mais ano, menos ano. E lembro-me de ter gostado muito. Confesso que lutei com as primeiras 10 páginas, mas depois deixei-me levar pela estória, pelas personagens, por Saramago. Foi como o entrar numa Catedral, em que os primeiros instantes são de escuridão até nos habituarmos à luz reduzida, para depois nos maravilharmos com o interior majestoso, com a talha dourada, com os vitrais, com as esculturas, com o silêncio e com os ruídos. Acho que os livros de Saramago também vivem de silêncios e de ruídos.
Tive apenas o prazer de o ver uma vez, em terras americanas, por estranho que pareça. Saramago andava por lá em apresentação do "Todos os Nomes", recém traduzido para inglês, alguns anos após o Nobel. E o auditório estava cheio. De pé encostado à parede atrás da última fila segui a conferência num misto de matar saudades de casa e recordar o livro lido pouco tempo antes. Aliás, "Todos os Nomes" foi o segundo livro que li dele. Muitos me faltam ler. Tempo haverá para isso. Saramago é intemporal pelo que, se tiver que ser, hei-de acabar de o ler aos 87, a idade do escritor à data da sua morte. Até sempre Saramago. Não é um adeus, pois Saramago existirá sempre em cada página da sua obra.

sábado, 21 de novembro de 2009

The Water Babies

Descobri este livro no meio de muitos outros, na feira organizada pela EMAUS no Pavilhão Rosa Mota. Tento sempre visitar estas feiras na esperança de encontrar algo de interesse, quer seja um livro, uma gravura, uma fotografia, ou mesmo uma peça de mobiliário ou de decoração. Desta vez, entre algumas peças que trouxe, veio esta cópia em inglês do livro "The Water Babies", um romance para crianças, de Charles Kingsley, publicado em 1863 e que se tornou uma referência até aos anos 20 do século passado. Fazendo-lhe uma introdução breve, a estória começa com Tom, um limpa chaminés, que ao cair num rio é transformado num "bebé d'água". O livro aborda a temática da redenção cristã, ao mesmo tempo que incide na forma como Inglaterra trata os seus pobres e sobre as questões do trabalho infantil. Avançando, o que me levou a compra-lo foram as ilustrações de Charles Mozley, que são simplesmente deliciosas, se bem que algumas me fazem lembrar a rudeza delicada de Paula Rego. Numa pesquisa rápida pela web encontrei uma versão online igualmente ilustrada, desta feita por Jessie Willcox Smith. As ilustrações são em menor número, mas de uma qualidade fabulosa. Se tivesse ambas as cópias disponíveis não sei qual escolheria, ainda que se estivessem ao preço da que adquiri, comprava as duas sem hesitar. Para quem quiser ler o livro deixo o link para a tal versão online. Estão lá as ilustrações de Willcox. Convosco deixo algumas das ilustrações de Mozley.