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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Novas da Negra Sombra

Está patente ao público no Museu Nogueira da Silva, em Braga, a exposição "Novas da Negra Sombra" e pode ser visitada até ao dia 30 de Dezembro. Esta exposição apresenta o trabalho de 8 novos artistas, recém graduados pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra - Universidade de Vigo. Escreve Xosé M. Buxán Bran na brochura que acompanha a exposição que o conjunto de obras apresentadas aspiram a dar a conhecer aos visitantes criações inéditas e recentes das novas gerações da arte galega. Vai mais adiante ao referir que este "rito de passagem internacional", ao passar por Braga projecta sobre a velha cidade episcopal uma inusitada sombra de empenho juvenil, ilusão e esperanças no futuro. Ora bem, por um lado aprecio o espírito confiante posto sobre o projecto, sobre a mostra em questão. Deixa-me também ainda mais curioso sobre a Feira de Arte de Vigo que se avizinha. Contudo, por outro lado lamento a referência à velha cidade episcopal como se Braga necessitasse de uma lufada de ar fresco vinda da Galiza. Tenho ido a Braga com alguma frequência e parece-me uma cidade bem estruturada, com bastante oferta cultural, dinâmica, jovem como não podia deixar de ser com a Universidade do Minho a impor-se como instituição de referência, já não só a nível local, como nacional e até Ibérico. Seja como for, se estiverem por Braga visitem a exposição.

(imagem superior)
PILAS, Fugitivos e Ingénuos, 2006. (detalhe)
Técnica mista sobre madeira recortada



FABIÁN PIÑERO, Ali-N, 2009.
Marcador, acrílico e ceras sobre cartão e cartolina

Mª COVADONGA BARREIRO, Construção de si mesmo (Impossíveis I, II, III e IV), 2007. (detalhe)
Fotografia sobre alumínio.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Súplica de Inês de Castro

Até 29 de Novembro, esta obra de Vieira Portuense pode ser vista no Museu Nacional Soares dos Reis. Eu só esta semana é que consegui passar lá para a ver e digo-vos que a imagem que aqui apresento é apenas uma pálida representação do original. Estive largos momentos a observar aquela pintura, que por sorte está em mãos do Estado Português. Sabe-se que Vieira Portuense, regressado de Inglaterra, trabalhou para a Monarquia Portuguesa e pintou este quadro para o Palácio da Ajuda. Calcula-se que quando a corte foge para o Brasil, em plenas invasões francesas, terão levado este quadro, entre muitas outras obras de arte. O Palácio de São Cristovão, no Rio de Janeiro, foi a sua casa até à proclamação da república. O que lhe aconteceu depois é um mistério, sendo certo o seu regresso à Europa. A obra reaparece recentemente em França atribuída a Giuseppe Cades (Roma, 1750-1799) e felizmente Maria Teresa Caracciolo, autora de uma monografia de referência sobre a obra do pintor italiano e grande conhecedora da pintura portuguesa do período, identificou a Súplica de Inês de Castro como obra de Vieira Portuense. Através de um mecenas anónimo, o Estado Português garante a sua aquisição num leilão realizado em Paris a 28 de Junho de 2008 pelo valor de 210 mil euros. A obra pertence actualmente à colecção da Fundação Caixa Geral de Depósitos e encontra-se depositada no Museu Nacional de Arte Antiga através de um contrato de comodato celebrado entre aquela instituição e o Ministério da Cultura. Dito isto resta-me apenas sugerir vivamente a visita ao MNSR, onde podem ver esta obra em conjunto com outro trabalho do autor, Fuga de Margarida de Anjou, acompanhados de alguns esboços, antes que volte ao Museu Nacional de Arte Antiga. Depois só indo a Lisboa é que a podem ver. Boa visita!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aveiro + S. Jacinto

Sábado que passou realizou-se mais uma visita de estudo programada pelo Clube UNESCO Espaço T. Desta feita a visita tinha como principal mote conhecer a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e aproveitamos para um dar um salto à bonita cidade de Aveiro, decorada com lindos moliceiros e arquitectura Arte Nova. Começamos por uma visita ao Museu de Aveiro, instalado no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina. Não foi possível a visita à exposição permanente, constituída basicamente por arte sacra, em virtude de o espaço que ocupa estar em remodelação, mas recomendo a sua visita vivamente. Passei por lá em Julho passado e surpreendeu-me bastante acrescido do facto de ser um espaço agradável e bem distribuído. Assim, a visita ao museu limitou-se ao percurso monumental com passagem pelo túmulo da Princesa Santa Joana, a Igreja de Jesus, a Capela de Santo Agostinho e o claustro com as suas capelas, sala do capítulo e refeitório. Após a visita ao Museu de Aveiro seguimos para a Sé Catedral e para a Igreja das Carmelitas.
Depois do almoço deslocamos-nos até à Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto para a visita programada, visita essa que foi agradavelmente orientada pela Dr.ª Angelina. Iniciamos o percurso pelo lado da Ria e fomos acompanhando a evolução das dunas e daquele tipo de terreno numa caminhada que durou aproximadamente duas horas e meia e terminou junto ao mar. Tivemos a oportunidade de perceber como o pinheiro (bravo e manso) foi introduzido naquela zona, como o carvalho também fez outrora parte daquela paisagem, de como plantas como a acácia introduzidas propositadamente se transformaram rapidamente em ameaça, descobrir a Camarinheira e o Samouco, e muitas outras coisas mais. Deixo-vos com algumas imagens.


Museu de Aveiro
Pormenor do túmulo de D. Joana, Santa Princesa
Pormenor do túmulo de D. Gabriel de Lencastre


Museu de Aveiro - Igreja de Jesus
Pormenor do órgão e altar-mor


Museu de Aveiro - Antigo Convento de Jesus
Pormenor da Sala do Capítulo
Pormenor do Refeitório


Sé Catedral
Pormenor do altar-mor e órgão


Sé Catedral
Pormenor da cúpula e relevo


Sé Catedral
Pormenor de talha dourada e relevo


Igreja das Carmelitas
Pormenor do altar-mor


Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto


RNDSJ - Pinheiro e Camarinheira


RNDSJ - Camarinheira e Samouco


RNDSJ - Pinheiral junto ao mar


RNDSJ - Primeira linha de dunas

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Saint-Étienne - Musée de la Mine

Curiosamente estive quase a não visitar este museu. Entre deslocações, de um lado para o outro, e algum cansaço estive quase a passar esta visita. Contudo estava eu sentado na sala de conferências do Museu de Arte Moderna a ver o filme "Crossover" de Pierre Coulibeuf e constato que afinal ainda conseguiria ver o filme todo, dar um salto à loja do museu, sair e chegar a tempo da última visita guiada no Museu da Mina de Saint-Étienne. Assim fiz. Ao chegar sou informado que não há visita guiada (enfim) mas que poderia fazer a visita audio-visual. É-me indicado um local para aguardar pelo funcionário e no espaço de alguns minutos sou guiado até um elevador (já de capacete na cabeça) e sinto-me descer durante largos momentos até à mina. À nossa espera, dois funcionários que me indicam o caminho até a um pequeno comboio de mina e me informam que devo acompanhar o vídeo explicativo que iria surgir em pequenos monitores ao longo do percurso. Com alguma curiosidade e gozo pelo ar "low-tech" da coisa, parti sózinho no comboio acompanhado apenas pelo funcionário que fazia avançar o comboio. Um pouco mais à frente explica-me que deveria avançar só, acompanhando os monitores, aqui um, outro um pouco mais à frente, depois um auditório, mais alguns monitores, e que poderia avançar mais rápido se o desejasse, ou então acompanhar o ritmo da apresentação que demoraria cerca de 40 minutos, num esquema circular. Aceitei as indicações e fui acompanhando o percurso com alguma preocupação misturada com o prazer de estar ali no fundo, sozinho, de capacete na cabeça e a ter que me baixar e desviar nalgumas zonas mais baixas e estreitas. Vou avançando, aproveitando para fotografar os espaços e imaginar todos os homens, alguns ainda rapazes, que trabalharam duramente naquele local. A experiência é muito boa. Desde a visita aos subterrâneos do Porto que não me metia numa aventura assim. Chegado ao fim da visita, o mesmo funcionário esperava-me para me transportar à superfície. Entro novamente no elevador, agora em sentido contrário, e passado um bocado emergimos à superfície. Pergunto a quantos metros de profundidade estivemos. Resposta cordial a informar-me que estivemos numa espécie de simulador apenas a uns 5/7 metros de profundidade. Embora todo o material lá colocado fosse real e tivesse sido de facto utilizado, a mina verdadeira estava a largas dezenas de metros abaixo do local que visitara antes. Fabuloso. Senti-me um patinho por ter caído naquela, mas não consegui deixar de apreciar o facto da coisa estar muito bem feita. Gostei do espaço e da simpatia dos funcionários. Talvez a melhor experiência em Saint-Étienne. Fiquem com as fotos.











Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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Saint-Étienne - Musée d'Art Moderne

Depois de sair do Museu de Arte e Industria sigo em direcção deste Museu de Arte Moderna. Esperava então sentir o contraste entre épocas. Ao chegar ao local, bastante afastado do centro de Saint-Étienne, deparo-me com um edifício curioso que tenta justificar a sua essência modernista. No interior, ao nível do piso térreo duas exposições temporárias estão patentes ao publico. A primeira, de significativa dimensão, intitula-se "L'attraction de l'espace", e é dedicada ao espaço além planeta Terra, sendo recheada de material cedido pela NASA, e completada por peças artísticas sobre o tema, registos fotográficos e de imprensa que acompanham aproximadamente 100 anos de olhares colocados nas estrelas e algumas peças de design futuristas. Pude depois verificar que esta exposição aparece referenciada pela 10ª Bienal de Lyon como exposição paralela a visitar. A segunda exposição temporária, com apenas quatro peças apresentadas, é dedicada aos trabalhos de Pierre Coulibeuf. e divide-se pelo hall de entrada e pela sala de conferências e acesso à mesma. Curioso o encontrar referências ao Museu Colecção Berardo segundo o que percebi devido à instalação "Dédale".
Para além destas duas exposições ainda é possível percorrer algumas salas com peças da colecção do museu, algumas das quais bastante interessantes.
No piso superior encontra-se a biblioteca do museu.
Devo dizer que não fiquei especialmente sensibilizado por este espaço, mas ainda assim apercebi-me de algum dinamismo, com várias visitas de estudo a decorrer, entre grupos de crianças do ensino básico e de adultos curiosos. Relativamente a esse aspecto pareceu-me existir algum interesse da comunidade em relação ao museu.
Neste caso não apresento imagens pois não foi permitido fotografar. Continuo a dizer que esta "norma" é um erro que não beneficia em nada estes espaços.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Saint-Étienne - Musée d'Art et d'Industrie

O primeiro museu visitado em Saint-Étienne foi o da Arte e Industria - Musée d'Art et d'Industrie. Sendo a cidade conhecida pela sua industria das armas, bicicletas e fitas (sim, fitas, daquelas bonitas para lindos laçarotes e remates) que poderia ter este museu? Armas, bicicletas e fitas, pois claro. E no entanto, para os mais distraídos, aviso já que a visita não é perda de tempo. O espaço é interessante e está bem aproveitado, tendo sido inicialmente uma fábrica de... armas. Os quatro pisos foram divididos irmãmente pelas várias temáticas (armas, bicicletas, fitas e um piso para exposições temporárias). No piso de entrada (piso 1), encontramos o espaço dedicado às fitas. Lá encontramos alguns exemplos da maquinaria necessária ao seu fabrico, história do processo, exemplares, acompanhada regularmente por monitores interactivos que ao toque iniciam uma apresentação com informação complementar. Subindo um andar (piso 2) encontramos o espaço para as exposições temporárias, que aquando da minha visita continha apenas algumas peças da colecção do museu. Subindo mais um piso (piso 3), estamos em pleno espaço expositivo dedicado às armas. Aqui podemos encontrar armas de todos os tipos, das espadas e lanças às pistolas e espingardas, passando pelos canhões, mosquetes e pelas armaduras. também podemos ver algumas peças de arte contemporânea ligadas à temática. Vale a pena perder algum tempo a observar os excelentes trabalhos de gravura e incrustações que grande parte das armas apresentam. Recomendo apanhar o elevador e descer até ao rés-do-chão (piso 0) onde está o espaço dedicado às bicicletas. Aqui ainda sorri algumas vezes, tanto pelo voluntário que vigiava o espaço, sentado na sua cadeirinha a ler um livro e a pigarrear constantemente, como pela colecção de bicicletas apresentada que contêm exemplares fabulosos que só com muito esforço consigo imaginar alguém a dominar e passear pelas ruas com aquilo. Deixo-vos algumas imagens, já que me foi, gentilmente, permitido fotografar (reparei posteriormente que na brochura diz que só é permitido fotografar com um pedido prévio por escrito).









Fotografia © Nuno Ferreira
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