Mostrar mensagens com a etiqueta porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta porto. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Porto - Sealife

Depois de visitar o Sealife no Porto fiquei com a vontade de partilhar aqui a minha experiência. Na verdade necessitei de uns dias para, a frio, fazer uma crítica mais isenta do que aquela que por certo sairia se tivesse elaborado este "post" nos dias seguintes à visita. Para quem conhece o Oceanário de Lisboa, ver este Sealife é algo como sair de Nova-Iorque para se meter em Braga. E recorro à imagem popularizada pelo saudoso António Variações porque na realidade Braga tem muito que ver e adoro lá ir. Será como o Sealife se percebermos que este espaço não é o Oceanário e que nem o pretende ser. Posto isto o que é o Sealife? É um espaço interessante para visitar em família, especialmente se tiverem crianças, e para ver alguns dos seres que povoam as nossas águas, desde os peixes mais comuns nos nossos rios, com destaque para o Rio Douro, às interessantes criaturas marinhas que percorrem os oceanos, como raias, tubarões e tartarugas. Uma critica menos positiva é o número reduzido de alguns espécimes. Um cavalo marinho. Uma tartaruga. Um gecko dourado. Um dragão d'água chinês. Assim parece um pouco pobre. E o preço das entradas não é assim tão baixo. Treze euros o bilhete de adulto e nove o bilhete reduzido (crianças até 12 anos, maiores de 55 e estudantes). Mas atenção que se comprarem o bilhete online o preço é substancialmente mais barato. Vale a pena efectuar a compra através da internet.
Resumindo e concluindo, não é uma má experiência, bem pelo contrario. O espaço tem imenso potencial e para famílias pode traduzir-se mesmo numa tarde bem passada.
Neste momento podem ainda encontrar a exposição temporária dedicada às Florestas Tropicais.
Deixo-vos com algumas imagens:






Peixe Vaca


Gecko Dourado
Dragão D'água Chinês

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
Permission granted to reproduce for personal and educational use only. Commercial copying, hiring, lending is prohibited.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Febre

Uma excelente oportunidade para ver um grande espectáculo. A entrada é livre, sujeita aos lugares disponíveis.
Segundo a divulgação da Casa da Música, João Reis interpreta A Febre, monólogo incómodo de Wallace Shawn, actor que reconhecemos de filmes de comédia norte-americanos, mas que é também autor de peças politicamente controversas. Neste texto de 1990, o dramaturgo explora sem piedade a ambiguidade moral da América liberal na relação com os países do "terceiro mundo". Num cenário de guerra, um homem adoece num miserável quarto de hotel. Olhar pela janela implica testemunhar execuções e outras atrocidades. Mergulho em profundidade na consciência da culpa, este A Febre encenado por Marcos Barbosa tem em João Reis um intérprete inteiro, que nos devolve um teatro para ver o mundo no dia em que o mundo olha para o teatro.

A Febre é um texto político, com certeza, mas não como esses outros, aqueles outros, esses tais que sabiam a verdade toda, e a verdade logo com V grande, ó caneco, e não admitiam qualquer "senão", nenhum "porém", nem sequer um tremelicante "quê?". Não, este A Febre não é nenhuma cassete desbobinada a partir do púlpito ou do palanque, aqui não há nada dessa pose de "dono da verdade" de tanto texto dito "político". Aqui "político" não precisa de aspas, aqui "político" não é a tradução nacional-porreirista de "fraquito", ou "ali entre o medíocre e o mediano", ou chato-como-a-potassa-mas-aguentem-lá-em-nome-da-crença-ideológica-ou-clubística-cá-da-malta. Nesta magnífica peça - monólogo? conto? ensaio? discurso? - de Wallace Shawn, o político vem do próprio texto, não aparece imposto de fora, caído de pára-quedas, descido dos céus para nos vender uma qualquer metáfora-lição em palavras de pedra. Aqui o político surge das entrelinhas da vida; de uma vida na primeira pessoa que nos é mostrada mais do que explicada. Aqui o político implica-nos de imediato porque parte de um viver concreto, de uma história bem-feita, isto é, feita verdade.
- Jacinto Lucas Pires -
Excerto de "Punho fechado". In Solos: [Programa]. Porto: Teatro Nacional São João, 2010.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ciclo de Cinema Africano Francófono

A propósito da celebração da Francofonia, a Reitoria da Universidade do Porto, o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e o novo Institut Français de Portugal, decidiram associar-se e conceber o Ciclo de Cinema Africano Francófono e assim mostrar ao público portuense um cinema jovem, repleto de riquezas e de futuro.

Extraído do fundo da "Cinemateca África" do Institut Français são apresentados ao público exemplos do património cinematográfico africano pouco conhecido e muitas vezes ignorado. A selecção dos filmes foi feita a partir de obras de cineastas reconhecidos ou premiados pela critica internacional. Este Ciclo que desejamos ser o primeiro de muitos, é também uma homenagem à diversidade cultural e um momento para despertar a curiosidade pelos seus criadores.

O público poderá desta forma descobrir documentários e ficções da Tunísia, do Senegal, da Argélia, de Marrocos, da Mauritânia e do Mali. Em língua original dos seus países na sua maioria, os filmes serão legendados em francês ou em português. As sessões serão acompanhadas de encontros com investigadores do CEAUP que apresentarão os filmes e os países de origem. Será também um momento para conversar com o realizador congolês Rufin Mbou Mikima que apresentará uma visão do Cinema Africano Francófono.

Com a apresentação deste Ciclo consolida-se mais uma parceria institucional que certamente muito contribuirá para a afirmação da importância do intercâmbio cultural e para o cruzamento de novos públicos no Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto.

Local: Auditório Gomes Teixeira (Reitoria da U.Porto)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeiras Luzes



Deus disse: Haja luz. E houve luz. E Deus viu que a Luz era boa. E fez a separação entre luz e trevas.

Desde os primórdios do tempo que o Homem procura na luz a segurança, um consolo que preencha o vazio, uma resposta a uma pergunta por vezes não pronunciada. A primeira centelha de luz terá sido produzida no início de tudo, no meio do caos, num Universo que começava a compor-se e a organizar-se, como se a luz estivesse ali para dar-lhe um sentido, um caminho a percorrer. E com a luz, as cores, numa explosão de luz branca que aos poucos se estilhaça num infinito de matizes, num infinito condizente com o espaço e o tempo. Tempo que, num plano perfeito, dirige-se a nós, dando sentido a tudo o que existiu anteriormente. Nós. Eu. Você. Aquilo que valida tudo o que nos antecede. Tudo se organizou para chegar até aqui. A um determinado momento.

Ainda como formas de vida intra-uterinas começamos a percepcionar luz e cor. Predomina os vermelhos, quentes, apropriados ao útero, também ele quente, protector. Ao nascer, tal como no início de tudo, uma explosão de luz, fria, avassaladora, dá lugar, pouco a pouco, a uma imensidão de cores, sombras, imagens indefinidas, num êxtase sensorial que há-de começar a fazer sentido.

A fotografia nem sempre respeita uma ordem para que faça sentido. Mas se há algo incontornável na fotografia é a luz. Sem ela a fotografia não existe. Seria possível olharmos para uma fotografia que não tivesse no mínimo um ponto, ainda que ínfimo, de luz? Não seria isso a negação da própria fotografia?

O que se procura aqui não é a captura de imagens definidas ou perfeitas mas antes o ganhar consciência sobre a matéria comum à prática fotográfica. Como uma criança que começa a descobrir o que a rodeia. Aqui a ausência de formas e referências permite-nos centrar naquilo que era pretendido. Permite-nos olhar para uma cor e para a forma como esta se relaciona com uma outra, e outra ainda, como se mistura e se transforma. Vivemos tão rodeados de cor que já não a sentimos como tal. Um carro vermelho, um prédio amarelo, um casaco azul… são apenas adjectivos que se ligam a coisas. Mas um carro não deixa de ser um carro independentemente de ser vermelho ou amarelo ou azul. Mas o vermelho é vermelho, o amarelo é amarelo e o azul é azul independentemente se o são de facto. Aquilo que é vermelho para mim poderá não o ser para outro. E é também por isso é que a fotografia nunca deixa de ser algo pessoal, e a forma como escrevemos essa fotografia tão única como um texto manuscrito, com corações a fazer de pontinhos nos “is” ou qualquer outra marca que torna a nossa caligrafia diferente das outras.

“Primeiras Luzes” é o produto de um trabalho de pesquisa e experimentação, onde a luz e a cor são matéria-prima.

Nuno Ferreira, 2010.


Nota Biográfica
Nuno Ferreira nasceu no Porto em 1975. Na área da fotografia tem desenvolvido e colaborado em diversos projectos dos quais se destaca a participação em exposições colectivas (NFN, 2002-2005), publicações e colaboração em edições (Linguagem da Luz, 2001; Revista Águas Furtadas; Revista Espaço Con(tacto)), coordenação de exposições (KID5, 2001; Portugal Contemporâneo, 2002), edição fotográfica (Jornal Universitário do Porto, 2003-2004), reportagens fotográficas (Festival de Trebilhadouro, 2005, 2007 e 2009), entre outros. Tem vindo ainda a ministrar formação em fotografia na instituição Espaço T.


Na Internet:
Fundação da Juventude (27/01/2011)
Guia da Baixa do Porto (30/01/2011)
pportodosmuseus (31/01/2011)
Cultura Online (01/02/2011)
Artist Level (01/02/2011)
Escape by Expresso (02/02/2011)
Viajar Clix (04/02/2011)
Sapo Cultura (08/02/2011)
Camera Clube (12/02/2011)
Portugal Travel and Hotels Guide (12/02/2011)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Porto - Bodies Revealed

Visitei recentemente a exposição "Bodies Revealed - O Corpo Humano como nunca o viu" no edifício da Alfandega do Porto e como já suspeitava, duas coisas são dignas de referência. A primeira é o preço pouco atractivo. Infelizmente já estava preparado para isso, pois em Portugal nem a cultura nem a educação são baratas. Mas preços entre os 11.5€ e os 13.5€ (bilhete normal) parecem-me nitidamente desfasados da realidade nacional, em especial se atentarmos à própria exposição. Já agora, apenas para comparação indico que o custo de entrada no Museu Nacional de Arte Antiga ou no Museu de Serralves é de 5€. Para visitar o Museo Nacional del Prado paga 7€ e para visitar o Musée du Louvre são 9.5€.
E isto leva-nos à segunda coisa a apontar, e talvez a mais importante, a própria exposição. Não me fascinou. É certo que o método de tratamento dos corpos e órgãos apresentados é sofisticado e não deve ser barato, mas o resultado final não é muito diferente do que resultaria no uso de outros materiais para a recriação dos mesmos. Aliás, o ar plástico (ou plastificado) que dali resulta isso parece comprovar. Ainda me dei ao trabalho de pesquisar a web e descobri que a exposição também está patente ao público em Sacramento, nos Estados Unidos. Já nem me dei ao trabalho de pesquisar mais a ver se ainda está patente noutros lados. O que deu para perceber é que existem várias peças e podem ser apresentadas em diversos locais. Muito bem. Mas as imagens que se vêem no site da exposição (a tal que indica estar patente em Sacramento) revela uma disposição bem mais interessante das que estão no Porto. Pelas imagens apercebemos-nos de uma encenação bem criada à volta dos espécimes expostos, simulando movimentos e acções. Os daqui parecem monos. Apenas um espécime no final da exposição aparece sentado junto de uma mesa simulando a leitura de uma revista. Todos os outros estão simplesmente colocados ali, sem muitos cuidados estéticos. E isso interessa a quem visita e paga para ver uma exposição. Não sei se ali há curadoria ou não, até porque não é uma exposição de arte, mas então não faz sentido quererem apresentar este projecto como um misto disso. Há referências a imagens projectadas nas paredes e chão, de cunho artístico. Devo referir que algumas nem se conseguem perceber com o sistema de iluminação a "apagar" essas mesmas projecções. Em pelo menos uma das vitrinas há a referência a elementos que não estão expostos. Perderam-se na montagem? Enfim...
Ora bem, com isto não quero dizer que não vale a penar visitar a exposição. Do ponto de vista educativo está bem montada e será sempre produtivo a visita. E quem produz a exposição até foi simpático e reduziu o custo de entrada para uns singelos 7.5€ por aluno nas visitas escolares. Tudo bem, será visitar esta exposição ou fazer a viagem anual a qualquer lado. São 300€ para 40 alunos, mais ou menos o que custa alugar um autocarro para visitar a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto ou o Parque Natural de Peneda Gerês. Mas pronto. Se quiserem mesmo muito, vale a pena.

PS: Quem conhecer espaços no Porto (ou arredores) com este tipo de elementos pode indicar. Por exemplo lembro-me que o Museu do Instituto de Medicina Legal aqui no Porto tem alguns espécimes bem interessantes. De certeza que as escolas de Medicina também os devem ter.

domingo, 5 de setembro de 2010

Porto - Sé Catedral

Confesso que já tardava uma visita a sério à Sé Catedral do Porto. Este fim-de-semana arrumei com a questão e ainda bem que o fiz. Que belo espaço aquele. O início da sua construção data da primeira metade do século XII, anterior mesmo à nacionalidade portuguesa, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. O edifício, em estilo românico, foi sofrendo muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central é sustentada por arcos botantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico. Uma chamada de atenção é necessária para a associação ao Gótico, até porque o estilo entra tardiamente em terras ibéricas, permanecendo até bem mais tarde do que no resto da Europa. Na época gótica construiu-se a capela funerária de João Gordo, cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis. Igualmente Gótico temos o claustro (séc XIV-XV), construído no reinado de D. João I e que viria a casar com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387. O exterior da Catedral sofre inúmeras modificações na época Barroca. Por volta de 1772 construiu-se um novo portal em substituição do românico original. As balaustradas e cúpulas das torres são igualmente barrocas. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma esplêndida galilé barroca à fachada lateral.
Avançando para o interior da igreja, à esquerda da capela-mor encontra-se um magnífico altar de prata, construído na segunda metade do século XVII. No século XVII a capela-mor original, românica (que era dotada de um deambulatório), foi substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729, é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni. O transepto sul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.
Deixo-vos com um pequeno vídeo que montei com alguns apontamentos do espaço e com as imagens da praxe.





Capela-Mor


Altar de Prata


Capela S. João Batista


Claustro


Sacristia


Sacristia


Capela de S. Vicente


Capela de S. Vicente | Jesus entre os Doutores
Capela de S. Vicente | Última Ceia


Capela de S. Vicente


Capela de S. João Evangelista


Sino do Relógio da Cidade (1697 - Manuel Ferreira Gomes)


Sala Capitular (tecto)


Sala Capitular | Maria com o Menino Jesus - séc. XVII (detalhe)
Sala Capitular | Senhora da Natividade - séc. XVII (detalhe)


Ante-Cabido | Anjo Gabriel (detalhe)
Ante-Cabido | Santo António com o Menino (detalhe)


Tesouro | Custódia
Tesouro | Custódia + Carneiro Místico


Tesouro

Fotografia & Vídeo © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography & Vídeo © Nuno Ferreira
Permission granted to reproduce for personal and educational use only. Commercial copying, hiring, lending is prohibited.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Porto - Jardim do Palácio de Cristal

Continuando a temática dos jardins é chegada a hora de falar um pouco do Jardim do Palácio de Cristal, tal como havia prometido aquando do post sobre o Jardim de Serralves. Pois então, no Palácio de Cristal, bem no centro do Porto junto ao Museu Soares dos Reis, Quinta da Macieirinha, Casa Tait, Solar do Vinho do Porto e Caminhos do Romântico, podemos desfrutar de um (vários para ser mais exacto) esplêndido jardim, cheio de espaços deliciosos, plantas e animais, um verdadeiro oásis num espaço urbano cada vez mais caótico. É claro que, para quem lê esta entrada no blog e não conhece a cidade nem aquele espaço, ler sobre o Palácio de Cristal e não ler nenhuma menção a um palácio pode ser estranho. Não é. O nome chega aos nossos dias depois dali ter existido, de facto, um palácio construído em granito, ferro e vidro, da autoria de Thomas Dillen Jones e inspirado no Crystal Palace londrino. Inaugurado em 1865, o Palácio de Cristal foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos, hoje Pavilhão Rosa Mota, um dos maiores erros arquitectónicos cometidos na cidade do Porto, aliás, no país inteiro. E com isso não quero dizer que o actual Pavilhão Rosa Mota não seja, ele próprio, uma bela obra de arquitectura. Mas esta é uma questão para debatermos mais tarde.
Voltemos então à actualidade. A área ocupada pelo Palácio de Cristal engloba assim os jardins, o Pavilhão Rosa Mota, a Biblioteca Almeida Garrett (e respectivo Auditório e Galeria do Palácio), bem como uma série de estruturas de apoio às actividades educativas e lúdicas ali realizadas. Ao entrarmos no Jardim pelo portão principal imediatamente encontramos-nos num espaço amplo, ajardinado, com 3 fontes e várias peças de estatuária. Ao fundo é visivel o Pavilhão Rosa Mota e se cortarmos à direita chegamos facilmente à Avenida das Tílias e à agora existente Biblioteca Almeida Garrett. Percorrendo a Avenida das Tílias vamos ainda encontrar do lado direito a Concha Acústica, e do esquerdo o lago. Avançando mais um pouco e do lado direito, um belíssimo miradouro sobre o Rio Douro e a Ponte da Arrábida, e do esquerdo a Capela de Carlos Alberto da Sardenha, do qual já havíamos falado. Aqui, podemos avançar para os níveis inferiores do terreno. Como já tinha dito, este Jardim não é um jardim mas vários. Aqui podemos encontrar o Jardim do Roseiral, o Jardim das Plantas Aromáticas, o Jardim das Medicinais, o Jardim das Cidades Geminadas e o Jardim dos Sentimentos, onde se encontra a estátua "Dor" de Teixeira Lopes, isto sem contar com o Bosque , o Castelo e a Avenida dos Castanheiros-da-Índia. Ao percorrer todos estes espaços somos ainda surpreendidos por fontes, algumas retiradas dos seus locais de origem e ali conservadas, tais como o Fontanário dos Antigos Paços do Concelho que se situavam na antiga Praça Nova, a actual Praça da Liberdade, e a Fonte da Rua de S. Jerónimo, a actual Rua de Santos Pousada. E claro, não podia terminar sem comentar o que realmente ali merece destaque. As plantas e os animais. São inúmeros os exemplares de plantas e árvores que ali encontraram espaço para crescer, e, não existindo mais o mini-zoológico que ainda lembro vagamente (já em fase decadente), os animais que livremente deambulam pelo espaço aberto, patos, galinholas e garnisés, coelhos e pavões, todos fazendo companhia às já habituais pombas e gaivotas, presenças constantes da urbe invicta.



















Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
Permission granted to reproduce for personal and educational use only. Commercial copying, hiring, lending is prohibited.