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sábado, 23 de julho de 2011

Aveiro - Museu de Arte Nova

Na cidade de Aveiro está a nascer um museu que vale a pena visitar, ou melhor, ir visitando enquanto não está a funcionar em pleno. O edifício anteriormente conhecido por Casa Major Pessoa, foi reabilitado para albergar o Museu Arte Nova de Aveiro. O facto de este ser um dos imóveis mais emblemáticos entre o património desta corrente artística na cidade, faz dele um ponto de passagem obrigatório que culmina com a visita pedonal pelos outros edifícios que compõem o "circuito" identificado pelos técnicos do museu. Para visitar a Casa Major Pessoa têm que contactar com o Museu da Cidade (+351/234406485) e agendar uma visita. A Casa Major Pessoa (Mário Belmonte Pessoa era um proprietário e negociante natural de Espinho) está classificada como Imóvel de Interesse Público. O projecto, concluído em 1909, atribui-se a Francisco Augusto da Silva Rocha que terá colaborado na sua execução com Ernesto Korrodi.
Ao nível das suas fachadas a decoração é exuberante e recorre a flores, animais e formas curvilíneas estilizadas, elementos bem característicos do movimento Arte Nova. No interior realça-se a escadaria em ferro forjado, em espiral, que conduz ao piso intermédio, bem como os painéis de azulejo que revestem, até meia parede, as salas do rés-do-chão. No pátio destaca-se o miradouro sobranceiro à Praça do Peixe e a calçada portuguesa de grande beleza e com motivos decorativos ao gosto Arte Nova.

(em cima)
Pormenor do portão de ferro, fachada principal.
Pormenor da fachada principal.


Detalhe de painel de azulejos, hall de entrada.
Detalhe de painel de azulejos, hall de entrada.


Detalhe de painel de azulejos, rés-do-chão.
Detalhe de painel de azulejos, rés-do-chão.


Pormenor da fachada traseira
Pormenor da fachada traseira


Pormenor do corrimão em ferro, fachada traseira
Pormenor do corrimão em ferro, fachada traseira


Detalhe na fachada traseira.
Pormenor do painel de azulejos no exterior do miradouro.


Tomada de vista do exterior para a fachada traseira.
Miradouro, fachada exterior.

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
Permission granted to reproduce for personal and educational use only. Commercial copying, hiring, lending is prohibited.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vila Real - Casa de Mateus

Um dos locais a visitar em Vila Real é, sem dúvida, a Casa de Mateus. O edifício é mandado construir na primeira metade do século XVIII por António José Botelho Mourão, 3º Morgado de Mateus, para substituição da casa de família já ali existente em inícios do século XVII. Em 1743, o então arcebispo D. José de Bragança foi informado de que António Mourão havia demolido um palácio para construir um outro melhor, razão pela qual se crê que à data a edificação do Solar estaria já em fase adiantada.
De arquitectura barroca e de gosto italiano, os seus planos são atribuídos a Nicolau Nasoni, tanto pela coerência do estilo e semelhança com outras obras de sua autoria bem como pela extensa actividade do arquitecto pelo norte do país. Tal como se pode ler nas palavras da arquitecta Teresa Nunes da Ponte, segundo Robert Smith, especialista na obra de Nasoni, o arquitecto terá dedicado à construção da Casa, ou pelo menos à sua fachada central e decoração, os anos entre 1739 a 1743. Todavia, ainda segundo Robert Smith, apenas lhe pode ser atribuída a concepção da escadaria e pátio de entrada com passagem directa de carruagens para o jardim posterior, num modelo semelhante ao dos palácios italianos que Nasoni com conheceria com toda a certeza. Do mesmo modo, a dupla escadaria, os vãos dos patamares e a cornija da fachada se aproximam de outras edificações da autoria de Nicolau Nasoni. Contudo, o excesso de decoração na fachada da Casa de Mateus, bem como a inserção de elementos estranhos a Nasoni levam a ponderar a hipótese das próprias composições do arquitecto terem sido executadas posteriormente, incorporando algumas divergências e afastamentos relativamente aos desenhos originais do arquitecto.
Associado ao esplendor barroco da fachada principal e da riqueza da decoração temos uma impressionante racionalidade ao nível da planta e um rigor quanto à métrica e à modulação. A planta está inserida num rectângulo, dividindo-se em dois quadrados vazados ao centro, criando várias alas e compondo dois pátios ligados entre si através de grandes aberturas no piso térreo. O pátio frontal é aberto à frente, abrindo a vista da fachada principal, que se encontra recuada e voltada a poente. O pátio posterior é encerrado criando uma estrutura semelhante a um "H" fechado no topo. Ambos os pátios definem, através dos grandes vãos do rés-do-chão, um eixo central de perspectiva que atravessa toda a construção. O acesso ao piso nobre faz-se por dupla escadaria, elemento que se repete nas fachadas transversais dos dois pátios, duas a poente e uma a nascente, acentuando a simetria e o movimento barroco de toda a ornamentação.
Completando o conjunto, temos a Capela e a Adega. A Capela já terá sido terminada no tempo de D. Luís António de Sousa Botelho Mourão, 4º Morgado de Mateus. A capela apresenta bastantes semelhanças, em especial ao nível da composição da frontaria, com a igreja Nova de Vila Real onde trabalhou José de Figueiredo Seixas, natural de Viseu. José Seixas é considerado um dos artistas que “prolongou de certo modo a lição do artista toscano”, sendo o provável responsável pelo desenho do edifício..
Referências em documentos do arquivo da Casa e a análise atenta da planta e elementos da construção, apontam para a identificação de possíveis pré-existências da primitiva construção e diferentes campanhas de obras. Diferente constituição da alvenaria de pedra em paredes e distintas espessuras podem significar obras sucessivas, sendo nesta hipótese mais recentes as alas frontais do edifício, tese colocada por Vasco Graça Moura nos seus estudos sobre a Casa.
A partir de 1979 todo o conjunto é adaptado às actividades culturais da Fundação Casa de Mateus, tendo sido restaurados e reabilitados a Casa e os anexos agrícolas. É então criado um circuito expositivo alargado e vários novos núcleos de exposição que integram o espólio da família e complementam o Museu, que é remodelado. O Barrão da Eira é recuperado para apoio à realização das actividades da Fundação sendo construídos, em anexo, camarins de apoio. A Adega sofre obras de recuperação e é equipada de acordo com as novas exigências técnicas. O antigo Lagar de Azeite é reabilitado e ampliado para a instalação da Residência de Artistas.
A escultura de João Cutileiro, que desde 1981 dorme no Lago, integrou já a imagem da Casa.
Em 1911 é classificada como Monumento Nacional.






















Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Museu Colecção Berardo: A Culpa Não É Minha - Obras da Colecção António Cachola

Termina amanhã no Museu Colecção Berardo a exposição "A Culpa Não É Minha - Obras da Colecção António Cachola". A Colecção António Cachola em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, desde 2007, é apresentada pela primeira vez em Lisboa. Confrontando o entendimento das diferentes linguagens e tempos através de uma selecção de uma centena de obras, o comissário, Eric Corne, procura dar a conhecer a sua perspectiva do panorama artístico contemporâneo português por via desta emblemática colecção iniciada em 1990 e que conta já com cerca de 400 obras. Tive a oportunidade de visitar esta exposição há cerca de uma semana, pelo que vos deixo com algumas imagens captadas no local.


João Tabarra - O Encantador de Serpentes (2007)
Projecção vídeo, cor, s/ som, 16:9
José Maçãs de Carvalho - Striptease as Textuality (2001)
Projecção vídeo, cor, som, 4:3


João Pedro Vale - A Culpa Não é Minha (2003)
Ferro e Corda
João Louro - Dead End #2 (2001)
Painéis Metálicos


Augusto Alves da Silva - 3.16 (2003)
Série de 11 Fotografias
Luís Campos - Sem Título (1994)- Série "Transurbana"
C-Print, Cibachrome, Tríptico


Ângela Ferreira - Marquise + 3 Fotografias (1993) (detalhe)
Alumínio, plexiglax, PVC, 3 fotografias c-print, cibachrome
Rui Chafes - Febre I (1997)
Ferro


Vasco Araújo - Diva, a Portrait (2000)
Instalação: Tocador, roupas com suporte, objectos vários, flores frescas, 16 fotografias a preto e branco
Pedro Cabrita Reis - Ala Norte (2000)
Alumínio e Acrílico sobre Madeira, Lâmpadas Fluorescentes


Nuno Cera - Sem Título #1 (2000) - Série DK
Lambda sobre Diasec
André Gomes - II Cenas da Vida Libertina (1994) - Série "A Carreira do Libertino"
8 Fotografias de um total de 24, Polaroid-Fujichrome


João Maria Gusmão & Pedro Paiva - A Mola Paleolítica (2006)
C-Print
Gil Heitor Cortesão - Atrás do Vulcão #6 (2009)
Óleo sobre plexiglas


João Queiróz - Sem Título (1998)
Óleo sobre linho
Tiago Batista - Sem Título
Acrílico sobre papel

Fotografia © Nuno Ferreira
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