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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aveiro + S. Jacinto

Sábado que passou realizou-se mais uma visita de estudo programada pelo Clube UNESCO Espaço T. Desta feita a visita tinha como principal mote conhecer a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e aproveitamos para um dar um salto à bonita cidade de Aveiro, decorada com lindos moliceiros e arquitectura Arte Nova. Começamos por uma visita ao Museu de Aveiro, instalado no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina. Não foi possível a visita à exposição permanente, constituída basicamente por arte sacra, em virtude de o espaço que ocupa estar em remodelação, mas recomendo a sua visita vivamente. Passei por lá em Julho passado e surpreendeu-me bastante acrescido do facto de ser um espaço agradável e bem distribuído. Assim, a visita ao museu limitou-se ao percurso monumental com passagem pelo túmulo da Princesa Santa Joana, a Igreja de Jesus, a Capela de Santo Agostinho e o claustro com as suas capelas, sala do capítulo e refeitório. Após a visita ao Museu de Aveiro seguimos para a Sé Catedral e para a Igreja das Carmelitas.
Depois do almoço deslocamos-nos até à Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto para a visita programada, visita essa que foi agradavelmente orientada pela Dr.ª Angelina. Iniciamos o percurso pelo lado da Ria e fomos acompanhando a evolução das dunas e daquele tipo de terreno numa caminhada que durou aproximadamente duas horas e meia e terminou junto ao mar. Tivemos a oportunidade de perceber como o pinheiro (bravo e manso) foi introduzido naquela zona, como o carvalho também fez outrora parte daquela paisagem, de como plantas como a acácia introduzidas propositadamente se transformaram rapidamente em ameaça, descobrir a Camarinheira e o Samouco, e muitas outras coisas mais. Deixo-vos com algumas imagens.


Museu de Aveiro
Pormenor do túmulo de D. Joana, Santa Princesa
Pormenor do túmulo de D. Gabriel de Lencastre


Museu de Aveiro - Igreja de Jesus
Pormenor do órgão e altar-mor


Museu de Aveiro - Antigo Convento de Jesus
Pormenor da Sala do Capítulo
Pormenor do Refeitório


Sé Catedral
Pormenor do altar-mor e órgão


Sé Catedral
Pormenor da cúpula e relevo


Sé Catedral
Pormenor de talha dourada e relevo


Igreja das Carmelitas
Pormenor do altar-mor


Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto


RNDSJ - Pinheiro e Camarinheira


RNDSJ - Camarinheira e Samouco


RNDSJ - Pinheiral junto ao mar


RNDSJ - Primeira linha de dunas

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Melgaço + Lamas de Mouro

Ontem realizou-se mais uma das visitas do Clube UNESCO Espaço T programadas para este ano. Desta feita a visita foi a Lamas de Mouro, concelho de Melgaço, com o objectivo de percorrer o Trilho Interpretativo daquele local. Antes de lá chegarmos fizemos uma breve paragem em Melgaço mas que ainda permitiu ver a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz, as Ruínas Arqueológicas e a zona do Castelo e Torre de Menagem. Pareceu-me uma localidade simpática e que vale bem a pena visitar com mais calma, coisa que o aparente horário apertado de ontem não permitia. De seguida, Lamas de Mouro, um almoço ligeiro e o desafio de fazer o trilho proposto. No caminho para lá, uma metamorfose atmosférica faz-nos entrar num universo de nevoeiro, num misto de floresta de "Blair Witch", segundo uns, e "Lenda do Cavaleiro sem Cabeça", segundo outros. De acordo com as informações recolhidas na Porta de Lamas, o trilho era fácil de fazer e estava perfeitamente assinalado. O grupo, já reduzido com algumas desistências, lá decidiu partir à aventura. Na passagem do ponto 1 vimos as indicações (um traço amarelo sobre um vermelho) a indicar o caminho. A confiança instala-se. O nevoeiro adensa-se. Chegamos ao canil do cão de castro laboreiro, o ponto 2 do trilho, uma construção em aparente abandono e onde, felizmente, não mora cão algum. A indicação do trilho está colocada (pintada) num poste de madeira e que se estivermos a olhar para o chão a ver onde metemos os pés nunca na vida a vemos. Seguimos confiantes para o ponto 3, uma ponte devoluta, junto a uma estrada que corta o terreno. A estrada encontramos, a ponte não, mas o trilho continuava do outro lado e lá fomos nós. Andar um bom pedaço e várias bifurcações não assinaladas. A maioria decide virar ligeiramente à esquerda numa delas e lá vamos ter a uma propriedade deserta de pessoas e animas, mas rica em aroma a estrume de cavalo. Volta para trás. A minoria decide agora tentar virar à direita e lá vamos nós ter a uma construção de madeira mas sem saída. Volta para trás outra vez. Chamada telefónica para a Porta a pedir indicações. Ao informar que na bifurcação já tentamos os dois lados respondem que devíamos seguir pelo outro (??). Sinais há muito que não os vemos. Voltar até ao ponto 3, passar por um grupo de motards em motos de cross e moto-quatro em pleno trilho, atravessar a estrada, seguir até ao 2, dar de caras com a top model que mostro mais abaixo e voltar ao 1 no meio de um nevoeiro que não permitia ver a mais de dez metros em alguns pontos do terreno. Valeu pela caminhada, um dos objectivos para fazer o trilho. Valeu por algumas fotografias. Valeu pela experiência e pelas risadas. Pensávamos ainda no estado em que estariam os outros trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês, indicados como encerrados ou em más condições e de realização difícil. Gostava muito de voltar a tentar fazer este trilho. Mas sem nevoeiro e com melhores condições de sinalização. Depois foi descer até perto de Melgaço e ver o sol a brilhar... ora bolas. Que batotice...






Fotografia © Nuno Ferreira
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