quarta-feira, 8 de abril de 2009

6º Congresso Internacional Espaço T - O Desejo

Dias 27 e 28 de Abril. Não perca. Eu estarei lá de certeza. Até porque adivinhem quem sugeriu o tema?

"O Espaço T promove no seu VI Congresso Internacional, um espaço de reflexão sobre o desejo e as diferentes formas de ver e sentir, nas diferentes culturas de um mundo multicultural. Os cinco anteriores congressos “A Arte pode ser Terapêutica?”, “ O Onírico, a Arte e a Terapia” e “O Silêncio, O Ruído e Tudo o Resto”, “Sexo, Arte e Terapia” e “Morte, Cultura e Arte” contaram em cada um deles, com a participação de aproximadamente 800 congressistas. Os participantes partilharão durante estes 2 dias experiências resultantes quer das suas actividades profissionais como também das suas vivências pessoais: nomes como, o ex-director do Instituto de Medicina Legal do Porto - José Pinto da Costa, o psicanalista - Carlos Amaral Dias, o psicanalista brasileiro - Flávio Gikovate, o psiquiatra e vice-presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria - António Palha, o filósofo - Manuel Curado, a presidente da Sociedade Helénica de Música Terapia - Lianna Polychroniadou, o director do Laboratório da Expressão Facial da Emoção - Armindo Freitas Magalhães, o director do Instituto Espanhol Avançado da Criatividade Aplicada Total - David Prado, a presidente do Clube das Virgens - Margarida Menezes, o Imã da Mesquita Central de Lisboa – David Munir, a acompanhante e autora do livro “Aluguei o Meu Corpo” – Paula Lee, o coordenador operacional das investigações do “Caso Madie” e aposentado da Policia Judiciária – Gonçalo Amaral, o artista plástico Mário Bismarck, o arquitecto Alcino Soutinho, o jornalista Júlio Magalhães, uma das mulheres com maior numero de operações plásticas do mundo e escritora a Norte-Americana Cindy Jackson, a cantora e actriz brasileira - Fáfá de Belém, o chefe de cozinha – Hélio Loureiro, o consultor internacional e gestor de marcas - Carlos Coelho, a ex–actriz pornográfica e activista politica filiada no Partido Radical de Itália - Cicciolina e a autora de livros de protocolo e etiqueta – Paula Bobonne, são alguns dos oradores que participarão neste congresso. Contamos ainda com a presença de um recluso e uma transexual, que irão dar um testemunho sobre os seus desejos em contextos de vida muito próprios."

Hipólito

No dia 18 de Abril é provável que me encontrem pelo Teatro Helena Sá e Costa no Porto. O que me levará lá é uma das duas sessões da peça "Hipólito - Monólogo masculino sobre a perplexidade" do Colectivo 84 com textos originais de Mickael de Oliveira (vencedor do Prémio Dramaturgia Maria Matos 2006) para dois actores, homem e criança, John Romão e Martim Barbeiro, respectivamente. Prometo que depois comento o espectáculo. Para já neste início de blog tenho sido algo preguiçoso com a critica, mas está para breve.


"(...) trata, como o nome indica, do mito de Fedra que envolve a sua vítima - Hipólito. Nas versões clássicas, a vitimização de Hipólito efectua-se através de uma lógica falocêntrica e falocrática, sendo Fedra o motivo feminino trágico, o elemento anómalo social e familiar. Neste Hipólito, Fedra, a imagem feminina que antes era ímpia, frágil e doente, surge aqui como uma mulher predadora, psiquicamente pervertida e sobretudo pedófila, numa lógica de igualdade dos géneros, «Não percebo porque é que ninguém fala das mães pedófilas / Será que elas não existem / Elas são iguais aos homens mesmo no mórbido / Elas também podem matar / Podem atirar ao lixo / sem grande transtorno / as suas próprias progenituras ou então afogá-las / com dois dias de vida e congelá-las / É por isso que hoje sou feminista / Porque acredito na igualdade dos géneros / tanto na bondade como na crueldade». O discurso de Fedra não se inscreve no formato das clivagens entre os sexos, esta Fedra é uma madrasta contemporânea, com “vontade de amar o seu filho com as mãos” e de satisfazer o seu desejo nele. Assim, em vez de ouvirmos o relato de Fedra, o autor propõe que se oiça o relato da vítima que passará, ao longo dos anos de abusos sexuais, a ser igualmente o predador, para castigar “a trindade” da casa, Teseu, Fedra, e ele próprio. No monólogo fala-se de um Hipólito castigado durante a infância, entre testemunhos da brutalidade de que foi vítima, do amor infantil para com a sua madrasta e da confissão de um filho de pai ausente. O falso monólogo será também uma homenagem ou uma recordação aos casos de pedofilia e de incestos que temos vindo a assistir nestes últimos anos, alimentando-se de um trabalho de patchwork de alguns depoimentos verídicos de vítimas."

GROTOX + Os surdos não ouvem concertos

Vou registar aqui no blog alguns espectáculos que vou assistir (ou que penso vir a fazê-lo), eventos, exposições e afins.

Para já, deixo alguma informação sobre o espectáculo GROTOX, que será apresentado ao público amanha na Casa da Música, Porto. Inserido no festival “Ao Alcance de Todos 2009”, o Grupo Dançando com a Diferença estreia GROTOX a nova criação de Henrique Amoedo para a companhia residente no Centro das Artes Casa das Mudas. Para a realização desta criação, proposta pelo Serviço Educativo da Casa da Música, juntaram-se ao Grupo Dançando com a Diferença, alguns músicos do Factor E e outros convidados apenas para este projecto, os 5ª Punkada, além do desenho de vídeo de Paulo Américo, as fotografias dos DDiarte e o desenho de luz e figurinos de Maurício Freitas.


Já na sexta-feira, estarei presente com o Espaço T, também na Casa da Música, pelas 14:30, na conferência "Os surdos não ouvem concertos", com entrada livre. Os intervenientes são Jorge Oliveira (presidente do Espaço T), Jorge Queijo (músico e formador no serv. educ. da Casa da Música) Anabela Leite (gestora de projectos no serv. educ. da Casa da Música) Ângelo Mota (presidente da Associação de Surdos do Porto) e Cristina Silva (participante no espectáculo Bayang - Sombras do Som)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

aRT alonG the aGes - Intro

Espaço de partilha, ponto de partida e ponto de encontro, de ideias e de emoções, de tudo e de nada. Espaço de reflexão, de crítica e de opinião. Sobre a arte e sobre a ARTE. Sobre o artista e o artesão. Sobre o intelectual e o analfabeto. Sobre os escolásticos e os da escola da vida. Feel free to join in. Eu não mordo. Bem... pelo menos nem sempre.