domingo, 17 de janeiro de 2010

Espacio Atlántico

Acabei de chegar de Vigo onde visitei a Espacio Atlántico, a nova feira de arte contemporânea que, neste novo modelo reuniu meia centena de galerias espanholas e portuguesas. Não sei se a feira correu bem no campo que interessa às galerias (as vendas), mas de certeza que correu bem para os artistas e principalmente para que a visitou. Gostei bastante do que vi, uma feira bem organizada, stands de tamanho considerável, adequados à exposição de diferentes tipos de trabalhos, sem aquele tipo de música ambiente irritante, característico de feiras, bons artistas e bons trabalhos. Para além dos trabalhos que partilho aqui, alguns dos que me chamaram mais à atenção, fiquei bastante agradado com a presença de alguns trabalhos de fotógrafos que sigo, Robert Mapplethorpe, Nan Goldin, Ellen Kooi, Paulo Nozolino, ...
Fiquem com algumas imagens.






Adriana Lopez Sanfeliu - Títulos vários; Fotografia gelatina de prata, 2007.
Paola de Grenet - Série "Albino Beauty"; Títulos vários; Fotografia lambda cor.


Samuel Salcedo - "Night"; Resina de poliester, pó de alumínio e ferro; 2010.
Efraïm Rodriguez - "Martí"; Madeira de sicómoro pintada; 2009.


Marcos Juncal - "Chupe-tin" e "Montando a Paco"; 2009.
Albuquerque Mendes


Marc Quintana - "Solo Project".
Pilar Alonso - "Desencanto"; Aguarela sobre seda montada em madeira; 2009.


Pamen Pereira - "This is a love story"; Botas e borboletas de madeira; 2009.
Miguel Soares - "Leon Night; Luz Neon; 2007


Jose Freixanes - "Los que veranean"; Técnica mista sobre tela, 2007.
Starsky Brines


José de Guimarães
José de Guimarães


Lino Lago - S/T; Óleo sobre tela; 2010.
Lino Lago - S/T; Óleo sobre tela; 2010.

Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E o Nun'Álvares volta à vida

Ainda há pouco tempo tinha estado aqui a escrever sobre a saída da Medeia Filmes do cinema Nun'Álvares quando descobri que este tinha voltado há vida pelas mãos da Malayka Filmes e Elias Macovela, o empresário por trás disso tudo, ligado também à Pantheon Entertainments. Espero realmente que o projecto tenha sucesso e que o Nun'Álvares possa ter muitos mais anos de vida. A sala mantêm-se igual, mas o sistema de som e de projecção está completamente renovado pelo que pude perceber. Aliás, a sala tem 3D. O filme de estreia é nada mais nada menos que o AVATAR de James Cameron e sinceramente, fiquei bastante satisfeito coma qualidade da projecção, do som, dos óculos, de tudo. E o melhor foi ter a sala só para mim. Sei que isso não é bom para o negócio e espero ver cada vez mais gente nas sessões, mas confesso que ver o AVATAR, no Porto, em 3D, com a sala só para mim era coisa que não me passava pela cabeça. Para além de filmes mais "comerciais", o novo Nun'Álvares promete uma programação igualmente preenchida por cinema alternativo, seja independente, europeu ou afins. Aguardo com expectativa a programação que se segue.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Sítio das Coisas Selvagens

Que belo começo de ano aqui para o aRT alonG the aGes. Hoje, depois de um exame de Gestão do Património, e um breve salto à Casa Oficina António Carneiro, apeteceu-me enfiar-me numa sala de cinema. Não podia ter feito melhor. A escolha entre as estreias do dia recaiu neste "O Sítio das Coisas Selvagens". Simplesmente fabuloso. Para começar, a banda sonora por Karen O and the Kids acompanha-nos do inicio ao fim do filme e é genial. Fez-me pensar no tempo em que eu vibrava com as "original sound tracks" dos filmes que via. Deixei-me disso nos últimos tempos, mas esta fez-me querer comprar o CD. Depois temos Max Records no papel de "Max", o protagonista do filme e único actor de carne e osso no ecran durante a maior parte do tempo. Uma interpretação segura, sem nada a apontar. Os "seres" que ele encontra numa ilha, o sítio das coisas estranhas, são realmente interessantes e após os primeiros minutos que necessitamos para nos habituar-mos a eles, um misto de muppets e animatronics, surgem-nos como seres reais, que respiram, que sentem, que amam e sofrem. Fazem-me querer que nunca se perca esta forma linda de fazer animação. O digital é fabuloso mas aqui sinto magia a acontecer. A relação destes "seres" com Max, não me parece ser mais do que um "loop" dos primeiros 10 minutos do filme e do que ele experimentou na "vida real". Mas isso só descomplica o filme e permite-nos baixar as defesas e viver a estória. Permite-nos criar uma relação de empatia com a complexidade de sentimentos e estados emocionais que precipitam-se para um "angst" crescente e a inevitável ruptura de forma a fazer-nos avançar e levar Max de volta a casa. O momento da partida de Max da ilha é sem dúvida emocionalmente gritante, em toda a acepção da palavra, e não resisti a permiti-me partilhar a dor daqueles uivos, num lamento profundo de Carol, uma das personagens fantásticas, que não é mais do que o espelho de Max naquele mundo. Emocionei-me e não tenho vergonha de o dizer. Resumindo, o filme é delicioso ainda que agridoce. No fundo é aquele "bitter-sweet" que eu gosto. Bem realizado, excelente fotografia, boa música, tudo bom. A não perder.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Paulo Branco présente

Paulo Branco présente... com estas três palavras começa este "post", assim como o trailer do filme "Cinzas e Sangue" que marca a estreia de Fanny Ardant como realizadora. Ainda não vi o filme, mas estou cheio de curiosidade. Estará nos cinemas a 7 de Janeiro de 2010 e espero conseguir vê-lo sem dificuldade, já que tem sido difícil ver cinema de qualidade no Porto. A ante-estreia do filme realizou-se em Lisboa, aquando da celebração dos 20 anos da Medeia Filmes, em virtude de Paulo Branco ter "arriscado" a sua produção. Com passagem pelo festival de Cannes, este filme parece ser bem interessante. Mas não é sobre o filme que quero escrever. É sobre Paulo Branco e sobre a Medeia, portugueses a trabalhar numa área frágil mas com um rumo. Sabem o que querem e perseguem-no Não queria acabar 2009 sem uma nota positiva, pelo que esta produção portuguesa apresenta-se como uma excelente oportunidade para a fazer. Parabéns ao Paulo Branco pela força e a coragem de apostar em cinema, em "films" em vez de "movies". Parabéns à Medeia pelo excelente trabalho na divulgação do bom cinema por terras lusas. Numa nota paralela, fica o pedido para uma dinamização mais forte por terras nortenhas. Os cinemas Cidade do Porto apresentam uma dificuldade que é a de lutar com o conceito mercantilista de um centro comercial, é certo, mas há tantos cinemas abandonados no Porto que podiam ser aproveitados pela Medeia para coisas bem mais bonitas do que o destino incerto que os espera. A sala no Teatro Campo Alegre não é atractiva (eu próprio só fui lá uma vez, ao contrario do que acontecia com o Nun'Alvares onde acompanhava regularmente a programação) pelo que deviam considerar fortemente uma alternativa. Actualmente fala-se de uma possível saída da Associação de Comerciantes do Cinema Batalha. Porque não fazem uma proposta à CMP para ocupação e dinamização daquele espaço? É central, tem enormes potencialidades (bar e restaurante), duas salas para projecção, etc. Ideias minhas...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boicote à Red Bull Air Race 2010

O blog aRT alonG the aGes torna publico o boicote à edição 2010 da Red Bull Air Race, passando a ostentar a imagem anexa na barra lateral, bem como a declaração inerente ao mesmo.

Nota de 24/12/2009: Registamos com agrado a escolha da imagem aqui apresentada para "foto de perfil" da página "RedBull Air Race Lisboa 2010: EU NÃO VOU!" no Facebook.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Espacio Atlántico - Feira de Arte Contemporáneo - Vigo 2010

Estou super-hiper-mega curioso, qual teenager floribeliano, acerca desta Espacio Atlántico. Pelo que sei, e aparente-
mente confirmado no site da feira, uma série de galerias portuguesas (em destaque várias do Porto), 14 ao todo, estarão presentes nesta feira em detrimento da presença em outras, entre as quais a ARCO e a Arte Lisboa. Em relação a esta última acho que a ausência foi a opção mais acertada. Segundo o que li na Notícias Sábado 204 sobre a Arte Lisboa, "não se passa nada" terá sido um dos comentários feitos sobre a dita. O que ouvi por cá ainda vai mais longe. Galeristas a tentar colar artistas "menores" ou no mínimo, menos cotados e/ou em fase de afirmação, a artistas conceituados e com provas dadas, hiper-valorizando os primeiros por osmose graças à proximidade com os segundos era algo de perfeitamente observável. Ou isso ou então a qualidade dos artistas que essas galerias representam é mesmo baixa, o que também não abona nada a favor das mesmas. E isso tudo só descredibiliza o mercado. Também por isso estou interessado em ver o que se vai passar em Vigo. E também porque acho que a Galiza é uma excelente montra para os galeristas do Porto exporem os seus artistas. E porque defendo que o futuro do Porto ruma a Norte e não a Sul. E por último, estou curioso porque depois de visitar a Bienal de Cerveira e a Biennale de Lyon, esta será a terceira feira que visitarei no espaço de seis meses, o que começa a permitir-me efectuar uma observação comparativa sobre o que vai sendo proposto actualmente junto do mercado de arte. A feira realiza-se em Vigo entre os dias 14 e 17 de Janeiro de 2010. Eu vou tentar organizar uma visita de grupo à feira, provavelmente no último dia, pelo que quem quiser vir que diga qualquer coisa de maneira a ver a melhor forma de a realizar.

Casa da Música

Quero dedicar este post à Casa da Música e ao espírito de inovação e vanguarda que tanto urge na cidade do Porto para, de modo próprio, fazer face aos constantes atropelos e dificuldades que se deparam ao longo das últimas décadas. Li hoje na imprensa, que o suplemento de cultura do The Sunday Times, na única referência a Portugal, destaca a Casa da Música como um dos projectos arquitectónicos que marcam o que de melhor se fez na década. Eu sou suspeito porque adoro o edifício. Sou mais suspeito porque adoro o Porto. Adorei o projecto de Rem Koolhaas. Agora é o The Sunday Times que adjectiva a Casa da Música como "louca e perversa, mas brilhante". Do mesmo modo que gosto da requalificação do Siza Vieira e Souto Moura (com a excepção de alguns pormenores, mas não podemos agradar a todos) para a Praça General Humberto Delgado, Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade. Do mesmo modo como aguardo com interesse o resultado da discussão à volta da requalificação do Pavilhão Rosa Mota. E tanta outra coisa. E isso prova que o Porto mexe, que pulsa. Sem apoios...
E é desta forma, ao ver o reconhecimento internacional que sinto que esta cidade tem futuro. Sim, reconhecimento internacional, porque com um país tão pequeno como o nosso, não existe espaço para reconhecimento interno que não seja o direccionado para a capital. O Porto, cada vez mais, afirma-se como uma cidade inovadora, aberta ao futuro. Mas essa afirmação parte de si mesma e não dos órgãos de soberania e quaisquer instituições publicas. Resta-me olhar com desprezo para os que abandonam a cidade a troco de soldos, e auspiciar que dentro em breve outro 31 de Janeiro aconteça. O Porto existe porque as suas gentes existem e porque sentem a cidade. Não são produto importando como em outras, que vivem a cidade de forma efémera e que por ela passam, se servem, mas não a sentem, não a amam. Podem viver um "flirt" de Verão, mas não a amam, não.
E tudo isto a propósito da Casa da Música. Mais uma vez os meus parabéns. Para quem não a conhece recomendo a visita. Inscreva-se numa visita guiada e descubra um espaço magnífico.

Fotografia © Nuno Ferreira
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Natal no Porto

Olá caros/as amigos/as. Tenho estado mais ocupado, facto verificável pela ausência de posts aqui no blog. Contudo, fiz o possível para arranjar uns minutinhos e colocar aqui algumas sugestões para as comprinhas de Natal. Não que esteja a pedir nada... é apenas uma sugestão. Enfim...
Ora bem, já que não vou a tempo de recomendar a Arca de Natal, que este ano realizou-se entre os dias 4 e 7 de Dezembro na estação de caminhos de ferro de São Bento, e cujas vendas revertiam a favor das associações e instituições responsáveis pelos vários espaços, passo a recomendar a feira de artesanato que está colocada na Praça D. João I, a Artesanatus 09, e que lá ficará até ao dia 23 de Dezembro.
No âmbito das sugestões mais contemporâneas temos o "Natal feito à Mão", uma mostra de criadores portuguesas, patente ao publico no Plano B, na Rua Cândido dos Reis n.30, nos dias 12 e 19 entre as 14:30 e as 19:00. Este Natal teremos também, entre muita animação pela cidade, uma edição especial do Mercado Porto Belo, mercadinho que já referi aqui no blog várias vezes, entre os dias 21 e 23, na Praça de Carlos Alberto, ou seja, no local habitual. Será lá por certo que farei as minhas últimas compras. Entretanto, para os amantes da fotografia, podem encontrar já este fim-de-semana algo de interessante pelo Centro Português de Fotografia em mais uma Bolsa de Material Fotográfico. E mais... no domingo, dia 13 pelas 16:00, o fotógrafo José Manuel Soares fará uma apresentação de frequência livre subordinada ao tema "Fotografias Guardadas em Livros". Parece ser bem interessante. É provável que me encontrem por lá. Abraço e até breve.

sábado, 28 de novembro de 2009

Feira Nacional de Antiguidades e Livro Antigo

Inaugurou ontem no Edifício da Alfandega do Porto a Feira Nacional de Antiguidades e Livro Antigo. Eu ainda não tive a possibilidade de passar por lá mas amanhã devo conseguir fazer a visita. Amanhã podem visitar a feira entre as 15:00 e as 24:00. Na segunda-feira abre um pouco mais tarde, pelas 17:00 e na terça fecha um pouco mais cedo, pelas 20:00. Para apreciadores. Deixo aqui um convite enviado pela in-libris que pode ser impresso e vale para duas pessoas.

Braga - Museu D. Diogo de Sousa

Na minha recente ida a Braga, aproveitei para visitar pela primeira vez o Museu D. Diogo de Sousa, um museu de arqueologia aberto ao publico há cerca de dois anos. O espaço é interessante e reúne uma série de artefactos dignos de ver. Ao chegar ao espaço fomos convidados a visitar a exposição temporária dedicada aos 20 anos da queda do muro de Berlim. Após essa visita seguiu-se a visualização de um pequeno vídeo sobre o museu, visualização essa feita num auditório de tamanho considerável e que deixa antever um potencial enorme para a realização de inúmeras actividades. A visita prossegue passando por um grande corredor com um friso dedicado a D. Diogo de Sousa e ao museu terminando na entrada para a primeira sala da exposição permanente que abarca o período compreendido entre o Paleolítico e a Idade do Ferro. As peças aqui reunidas provêm da região minhota. As três salas seguintes reúnem peças oriundas da área de Bracara Augusta e arredores. Na segunda sala são apresentados objectos de cerâmica, metal e vidro enquanto testemunhos da integração da cidade no Império Romano. Descendo ao piso inferior chegamos às salas 3 e 4. Na terceira sala encontramos informação relativa à metodologia de escavação e estudo de projecto de arqueologia urbana e as colecções associadas ao espaço doméstico. Na quarta sala podemos ver um bom conjunto de miliários provenientes das vias e alguns túmulos e outros espólios das necrópoles circundantes. Continuando o percurso, percorrendo um segundo corredor, agora em sentido contrário ao primeiro, chegamos à zona da loja do museu que apresenta até ao fim do ano uma feira do livro com descontos entre os 20 e os 80%. Vale bem a pena voltar lá em Dezembro para algumas prendas de Natal (e para aumentar a biblioteca pessoal). Num espaço exterior temos acesso à cave de um dos edifícios deste espaço, onde se encontra vestígios de uma habitação romana, "in situ", com o piso em mosaico. No mesmo espaço esta actualmente patente uma exposição de pintura de Pintomeira que termina a 29 de Novembro. Como sempre, deixo-vos com algumas imagens.











Fotografia © Nuno Ferreira
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Novas da Negra Sombra

Está patente ao público no Museu Nogueira da Silva, em Braga, a exposição "Novas da Negra Sombra" e pode ser visitada até ao dia 30 de Dezembro. Esta exposição apresenta o trabalho de 8 novos artistas, recém graduados pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra - Universidade de Vigo. Escreve Xosé M. Buxán Bran na brochura que acompanha a exposição que o conjunto de obras apresentadas aspiram a dar a conhecer aos visitantes criações inéditas e recentes das novas gerações da arte galega. Vai mais adiante ao referir que este "rito de passagem internacional", ao passar por Braga projecta sobre a velha cidade episcopal uma inusitada sombra de empenho juvenil, ilusão e esperanças no futuro. Ora bem, por um lado aprecio o espírito confiante posto sobre o projecto, sobre a mostra em questão. Deixa-me também ainda mais curioso sobre a Feira de Arte de Vigo que se avizinha. Contudo, por outro lado lamento a referência à velha cidade episcopal como se Braga necessitasse de uma lufada de ar fresco vinda da Galiza. Tenho ido a Braga com alguma frequência e parece-me uma cidade bem estruturada, com bastante oferta cultural, dinâmica, jovem como não podia deixar de ser com a Universidade do Minho a impor-se como instituição de referência, já não só a nível local, como nacional e até Ibérico. Seja como for, se estiverem por Braga visitem a exposição.

(imagem superior)
PILAS, Fugitivos e Ingénuos, 2006. (detalhe)
Técnica mista sobre madeira recortada



FABIÁN PIÑERO, Ali-N, 2009.
Marcador, acrílico e ceras sobre cartão e cartolina

Mª COVADONGA BARREIRO, Construção de si mesmo (Impossíveis I, II, III e IV), 2007. (detalhe)
Fotografia sobre alumínio.

sábado, 21 de novembro de 2009

The Water Babies

Descobri este livro no meio de muitos outros, na feira organizada pela EMAUS no Pavilhão Rosa Mota. Tento sempre visitar estas feiras na esperança de encontrar algo de interesse, quer seja um livro, uma gravura, uma fotografia, ou mesmo uma peça de mobiliário ou de decoração. Desta vez, entre algumas peças que trouxe, veio esta cópia em inglês do livro "The Water Babies", um romance para crianças, de Charles Kingsley, publicado em 1863 e que se tornou uma referência até aos anos 20 do século passado. Fazendo-lhe uma introdução breve, a estória começa com Tom, um limpa chaminés, que ao cair num rio é transformado num "bebé d'água". O livro aborda a temática da redenção cristã, ao mesmo tempo que incide na forma como Inglaterra trata os seus pobres e sobre as questões do trabalho infantil. Avançando, o que me levou a compra-lo foram as ilustrações de Charles Mozley, que são simplesmente deliciosas, se bem que algumas me fazem lembrar a rudeza delicada de Paula Rego. Numa pesquisa rápida pela web encontrei uma versão online igualmente ilustrada, desta feita por Jessie Willcox Smith. As ilustrações são em menor número, mas de uma qualidade fabulosa. Se tivesse ambas as cópias disponíveis não sei qual escolheria, ainda que se estivessem ao preço da que adquiri, comprava as duas sem hesitar. Para quem quiser ler o livro deixo o link para a tal versão online. Estão lá as ilustrações de Willcox. Convosco deixo algumas das ilustrações de Mozley.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Súplica de Inês de Castro

Até 29 de Novembro, esta obra de Vieira Portuense pode ser vista no Museu Nacional Soares dos Reis. Eu só esta semana é que consegui passar lá para a ver e digo-vos que a imagem que aqui apresento é apenas uma pálida representação do original. Estive largos momentos a observar aquela pintura, que por sorte está em mãos do Estado Português. Sabe-se que Vieira Portuense, regressado de Inglaterra, trabalhou para a Monarquia Portuguesa e pintou este quadro para o Palácio da Ajuda. Calcula-se que quando a corte foge para o Brasil, em plenas invasões francesas, terão levado este quadro, entre muitas outras obras de arte. O Palácio de São Cristovão, no Rio de Janeiro, foi a sua casa até à proclamação da república. O que lhe aconteceu depois é um mistério, sendo certo o seu regresso à Europa. A obra reaparece recentemente em França atribuída a Giuseppe Cades (Roma, 1750-1799) e felizmente Maria Teresa Caracciolo, autora de uma monografia de referência sobre a obra do pintor italiano e grande conhecedora da pintura portuguesa do período, identificou a Súplica de Inês de Castro como obra de Vieira Portuense. Através de um mecenas anónimo, o Estado Português garante a sua aquisição num leilão realizado em Paris a 28 de Junho de 2008 pelo valor de 210 mil euros. A obra pertence actualmente à colecção da Fundação Caixa Geral de Depósitos e encontra-se depositada no Museu Nacional de Arte Antiga através de um contrato de comodato celebrado entre aquela instituição e o Ministério da Cultura. Dito isto resta-me apenas sugerir vivamente a visita ao MNSR, onde podem ver esta obra em conjunto com outro trabalho do autor, Fuga de Margarida de Anjou, acompanhados de alguns esboços, antes que volte ao Museu Nacional de Arte Antiga. Depois só indo a Lisboa é que a podem ver. Boa visita!

domingo, 15 de novembro de 2009

Breve Sumário da História de Deus

Assisti ontem ao ensaio aberto do espectáculo "Breve Sumário da História de Deus", que estará em cena no Teatro Nacional S. João entre 20Nov a 20Dez. Este é o primeiro trabalho de Nuno Carinhas enquanto director artístico do TNSJ e parece ter acertado em cheio. Com um texto de fortes traços religiosos, enquadra-se perfeitamente na actualidade marcada pela recente polémica Saramago/Igreja e na época natalícia. O cenário aparentemente simples funciona na perfeição e o corpo de actores corresponde ao esperado, em especial o Lúcifer de serviço que estava excelente. Dispensava era a insistência nos rodopios. Ainda estou a tentar perceber qual era a ideia. No geral um bom espectáculo que recomendo, num estilo a que o TNSJ já nos habituou.


"Na hora de eleger o seu primeiro texto enquanto Director Artístico do TNSJ, Nuno Carinhas opta por regressar a Gil Vicente, depois de em 2007 ter organizado a extroversão de Beiras. A escolha incide sobre um auto de forte pendor religioso, escassamente frequentado por leitores e encenadores: Breve Sumário da História de Deus. Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto propõe um especioso mosaico de passos das Sagradas Escrituras – da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo – e possui uma densidade retórica que, cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico, amplia as potencialidades de representação muito para lá do mero intuito doutrinal. Da adoração de Abel à “voz que clama no deserto” de João Baptista, passando pelas provações de Job ou pelas profecias de Isaías, Vicente promove um casting bíblico para contar (usemos, para efeitos promocionais, o título de um dos blockbusters de Hollywood) a maior história de todos os tempos. Também habitado por figuras malignas e pelas alegorias do Mundo, do Tempo e da Morte, Breve Sumário da História de Deus revela-nos, afinal, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

II Festival de Arte Contemporânea Finlandesa

Até ao dia 14 de Dezembro está patente ao publico na Galeria do Palácio o II Festival de Arte Contemporânea Finlandesa. Devo dizer que não ouvi falar do primeiro mas fiquei com alguma curiosidade sobre este e a visita proporcionou-se. Adianto que não fiquei muito impressionado com a mostra mas deu para encontrar alguns trabalhos interessantes. Quem passar nos próximos dias pelo Palácio de Cristal aproveite para visitar este espaço, com a exposição a ocupar os dois pisos da galeria. Fiquem com as imagens de alguns trabalhos.

(imagem superior)
elina aho - man with the black hat (série indentities) - 2008 - oil on canvas


arja krossbeck - detachment 1 - 2009 - pastel
elisa heinonen - dance - 2008 - acrylic on canvas


mari isotalo (holopainen) - sunflight - 2008 - oil on canvas
marjatta tolonen - siren is singing - 2009 - carborundum


mika vesalahti - flow - 2007 - acrylic & oil on canvas
mika vesalahti - mater - 2007 - acrylic & oil on canvas


pia saari - this is my child - 2008 - oil on canvas
sanna haimila - easy chair traveller - 2009 - oil & watercolour on canvas


seija sainio - quite old - 2009 - oil on canvas
seija sainio - so fifty - 2009 - oil on canvas


zamuel hube - giant on the beach - 2009 - oil on canvas
zamuel hube - little boy on the beach - 2009 - oil on canvas