quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projecto Fotográfico - Crianças

Olá a todos/as.
Estou à procura de crianças, entre os 3/10 anos, meninos e meninas, para um projecto fotográfico sobre a temática da igualdade de género. Quem quiser colaborar pode entrar em contacto comigo. Esta primeira fase do projecto está directamente ligada ao Espaço T e terá como produto/imagem final uma campanha a publicar no próximo número da Revista Espaço Con(tacto), juntamente com outras 15 realizadas por outros/as tantos/as convidados/as, entre particulares e instituições. Este número especial surge no seguimento do projecto "+ Igualdade" e que tem percorrido todas as capitais de distrito do país. No âmbito desse projecto, já havia realizado um trabalho fotográfico para servir a imagem gráfica do projecto, trabalho do qual a fotografia aqui incluída faz parte.
Não hesitem em enviar mensagem para mais informações.
A sessão fotográfica terá lugar, em princípio, no dia 21 de Agosto, na sede do Espaço T, Porto.

Fotografia © Nuno Ferreira / Espaço T
Proibida toda e qualquer reprodução.
Photography © Nuno Ferreira / Espaço T
Any kind of reproduction is forbidden.

domingo, 1 de agosto de 2010

Porto - Jardim de Serralves

Na cidade do Porto é possível encontrar espaços verdes que convidam ao repouso e ao desfrute da natureza. Para além do Parque da Cidade, que está prestes a ter um irmão no lado oriental da cidade, há espaços que estão ali prontos a serem descobertos, como o Parque de S. Roque ou o Palácio de Cristal. Sobre eles fica a promessa de escrever aqui algo no futuro. Hoje quero escrever sobre o jardim da Fundação de Serralves, aberto ao público e cheio de pequenos apontamentos que merecem a visita. Integrado na antiga Quinta de Serralves, podemos ler no site da fundação que Carlos Alberto Cabral, após uma visita à Exposition Internationale de Arts Décoratifs et Industriels Modernes em Paris, convida o arquitecto Jacques Gréber a desenhar um novo projecto para aquele espaço. O projecto, datado de 1932, recria um ambiente clássico modernizado, com toques de Art Déco, influenciado pelos jardins franceses dos sécs. XVI e XVII, integrando e adaptando alguns elementos do jardim original, nomeadamente o lago, bem como estruturas agrícolas e de rega das propriedades contíguas que entretanto iam sendo adquiridas. Este jardim é ainda considerado um dos primeiros exemplos portugueses da arte do jardim da primeira metade século XX. Curiosa é esta mistura de sensações criada pelo conjunto dos espaços. Na génese dos jardins portugueses temos os jardins árabes, intimistas e convidativos à reflexão, pensados para serem vividos e desfrutados por dentro, espaços fechados e misteriosos. Os jardins além-Pirenéus eram planeados para serem vistos a partir do exterior, amplos, luminosos e grandes. Aqui encontramos os dois. Talvez também por isso é que este Jardim de Serralves se revela algo de muito interessante.
Ao longo do ano é ainda possível encontrar em Serralves programação cultural pensada a partir do jardim ou para este, para além das actividades propostas pelo serviço educativo do museu. Temos por exemplo o sempre interessante "Jazz no Parque" e as já famosas 40 horas non-stop que, para além do MAC, abrem o jardim aos milhares de pessoas que visitam Serralves.
O acesso ao jardim não é gratuito mas o custo de entrada até vale a pena (gratuito para crianças, estudantes e seniores). E recomendo a visita à casa-de-chá para, agora no Verão, uma bebida fresca e um bolinho.
Fica aqui o convite para visitarem o espaço e algumas imagens para vos tentar.

















Fotografia © Nuno Ferreira
É permitida a reprodução apenas para uso pessoal e educacional. O uso com fins comerciais é proibido.
Photography © Nuno Ferreira
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vila do Conde - Corpo de Deus

Ao passar por Vila do Conde nunca deixo de recordar as festas em honra do Corpo de Deus, um acontecimento único nesta vila e que se realiza de quatro em quatro anos. Agora ao percorrer as ruas limpas, reparo nas casas recuperadas e no esforço em manter em bom estado de conservação toda a zona do que podemos chamar centro histórico. É evidente o trabalho feito nos últimos anos nesse sentido. No entanto a vila também modernizou-se e para constatar esse facto basta percorrer a zona junto ao Forte e rapidamente apercebemos-nos dos novos edifícios, algo descaracterizados, mas numa linha "upper class" séc. XXI. Pessoalmente a minha escolha recairia por uma das belas casas recuperadas do centro, carregadas de memórias e simbolismo. Voltando ao tema do Corpo de Deus, estive há alguns anos nesta vila para fotografar o trabalho de construção dos famosos tapetes de flores, realizado na véspera e durante toda a noite, voltando lá no dia seguinte para recolher algumas imagens das festividades. É de facto muito interessante ver como as famílias se juntam para enfeitar as suas ruas, ruas estas que receberão a passagem da procissão rumo à Igreja Matriz. Quem estiver interessado em vivênciar esta experiência única deve marcar já no calendário. A próxima só se realizará em 2013 mas por certo valerá a pena a espera.
Deixo-vos com algumas imagens recolhidas em 2005.









Fotografia © Nuno Ferreira
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Vila do Conde - Igreja Matriz

No coração de Vila do Conde encontramos a Igreja Matriz, um edifício tardo-gótico com elementos manuelinos, barrocos e neo-góticos. A construção teve inicio em 1496 pelo arquitecto João Rainho, seguido por Sancho Garcia e Rui Garcia Penagós e sofre um impulso fundamental com a passagem de D. Manuel I por Vila do Conde, em 1502. A parte mais significativa das obras ocorreu no período compreendido entre 1511 e 1514, sob direcção do arquitecto João de Castilho. A ele se devem o pórtico, as colunas e os arcos que dividem as naves laterais da central, o coro e a capela-mor, com sua intrincada abóbada gótica-manuelina. São obra posterior as capelas do transepto e a torre sineira, esta última erguida em 1573 por João Lopes o Velho, em estilo tardo-renascentista ou maneirista. Internamente, a igreja apresenta planta composta, em cruz latina com três naves de diferente altura com cobertura de madeira e cabeceira com três capelas, com uma capela de cada lado do transepto. Os tramos da nave são separados por colunas e arcos de volta perfeita. A capela-mor é coberta por um abóbada com nervuras de feição gótico-manuelina e possui um retábulo barroco de talha dourada, esculpido em 1740 pelo entalhador portuense Manuel Pereira da Costa Noronha. O púlpito e os altares laterais foram esculpidos na primeira metade do século XVIII pelo entalhador João Gomes de Carvalho.







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Vila do Conde - Aqueduto de Santa Clara

Ao passar por Vila do Conde podem encontrar o Aqueduto de Santa Clara, um aqueduto românico iniciado no séc. XVII. É em 1626 que a abadessa do Mosteiro de Santa Clara, D. Maria de Meneses, compra os terrenos e contrata os mestres para a construção do aqueduto de forma a trazer as águas de uma nascente em Terroso, na Póvoa de Varzim, para abastecimento do referido Mosteiro. Passado 10 anos a obra é interrompida devido a um desnivelamento detectado, que inutilizava todo o trabalho anterior, retomando-se a construção em 1705. Em 20 de Outubro de 1714 a água da nascente chegava pela primeira vez ao Mosteiro. Este canal artificial foi construído sobre 999 arcos, sendo o segundo aqueduto mais extenso do país, com cerca de 4km de comprimento. Possui uma arcaria de envergadura e altura decrescente, em granito, com arcos quebrados e perfil superior do canal arredondado e paredes auto-portantes. Nos últimos 15 anos tem sido submetido a obras de conservação, em especial na área de Vila do Conde, onde apresenta a secção mais bem conservada.



Fotografia © Nuno Ferreira
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sábado, 24 de julho de 2010

Viana do Castelo - Casa dos Nichos

Situada na Rua de Viana, antiga Rua do Cais de época medieval, a Casa dos Nichos, assim denominada em virtude dos dois alto-relevos datados do séc. XV, com cenas da Anunciação e abrigados por dosseletes góticos, abriga agora uma extensão do Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo. Não é um espaço muito grande mas o número de peças expostas também não justificava mais e, na verdade, está bem estruturado aparentando alguma potencialidade para trabalho na área do serviço educativo. O espólio exposto conta com algumas das peças descobertas no concelho, pretendendo demonstrar a evolução ocorrida desde a Pré-História até à Alta Idade-Média no espaço geográfico respeitante a Viana do Castelo. A entrada é livre e está aberto de terça-feira a sábado entre as 10:00-13:00 e 15:00-18:00 (19:00 em horário de verão).
Como sempre, aqui estão algumas imagens.







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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Viana do Castelo - Basílica de Santa Luzia

Também no topo do Monte de Santa Luzia, no esporão poente, encontramos a Basílica ou Templo do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecido por Templo de Santa Luzia. O projecto para a igreja foi da responsabilidade do arquitecto Miguel Ventura Terra, no qual traduz uma óbvia inspiração na Basílica de Sacré Cœur, colocada também ela no topo de um monte, o de Montmartre, em Paris.
O início dos trabalhos teve lugar em 1903 por iniciativa do padre António Martins Carneiro. Ventura Terra seria substituído em 1925 pelo arquitecto Miguel Nogueira que orientou a última fase das obras. A Basílica foi edificada sobre uma planta em forma de cruz grega tendo a sua arquitectura elementos neo-românicos, neo-bizantinos e neo-góticos. Na entrada está colocada uma estátua de bronze do Coração de Jesus do escultor Aleixo Queirós Ribeiro, inaugurada em 1898. No interior, o altar-mor, tem dois anjos da autoria do escultor Leopoldo de Almeida, e no centro encontra-se o Coração de Jesus (réplica do trabalho em bronze do escultor Aleixo Queirós Ribeiro) trabalho acompanhado pelo escultor Martinho de Brito. Os vitrais das rosáceas foram executados na oficina de Ricardo Leone, em Lisboa, e o fresco que representa a via-sacra e a Ascensão de Cristo, na cúpula, tem como autor, M. Pereira da Silva.
A Basílica, possui ainda um Carrilhão composto por 26 sinos.
Todo o trabalho no granito e no mármore é de Emídio Pereira Lima, mestre canteiro.
O santuário só ficaria concluída em 1943, embora tenha sido aberto ao culto em 22 de Agosto de 1926.
Quem desejar visitar a Basílica pode ainda utilizar o elevador de Santa Luzia, remodelado recentemente, que transporta os visitantes desde a zona da estação de caminho-de-ferro até ao santuário. É ainda o funicular de maior extensão do país, com 650 metros de comprimento, vencendo um desnível de 160 metros. Tem um custo de 3€ para as viagens de ida-volta.
Nas proximidades da Basílica podem ainda desfrutar da calma e sombra do Jardim das Tílias, óptimo para descansar um pouco e recuperar energias.
Como sempre, deixo-vos com algumas imagens.









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